Congelamento e Descongelamento de Papinhas

0 Comentários // em Alimentação do Bebê // 19 de novembro de 2014

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Recebo muitas mensagens com dúvidas sobre o congelamento da papinha do bebê:

“Posso congelar a papinha? Com o congelamento, a papinha perde nutrientes? Qual o melhor método de congelamento? Quanto tempo posso armazenar a papinha na geladeira e no congelador? Como descongelar? O uso do microondas é recomendado?”

Então, resolvi escrever esse post para responder a todas essas dúvidas e garanto que tudo é muito mais simples do que vocês imaginam. Antes de mais nada, vale esclarecer, de uma vez por todas, que a perda nutricional é mínima com o congelamento. Nas carnes, nas aves e nos peixes, por exemplo, o congelamento praticamente não afeta o conteúdo de proteínas, vitaminas e minerais. Isso quer dizer que oferecer uma papinha congelada é a mesma coisa que oferecer uma papinha fresca? Claro que não. A comida feita na hora é sempre mais gostosa, conserva todas as suas características como sabor, cor, textura, cheiro e contém um pouco mais de nutrientes, portanto, deve sempre ser priorizada.

371686-11ALIMENTOS QUE NÃO DEVEM SER CONGELADOS

Embora o congelamento não traga efeitos negativos para a segurança de nenhum alimento, alguns perdem a textura, a firmeza e o aspecto sensorial e gustativo.

São eles: tomate, batata, pepino, rabanete, salsão, verdura de folha (alface, agrião, rúcula), ovo com casca, iogurte, creme de leite, queijos cremosos e macarrão sem molho, banana, pera, melancia, goiaba, uva, laranja, limão.

COMO CONGELAR A PAPINHA

Logo após o fim do preparo da papinha, esta deverá passar por um processo de resfriamento antes de ser congelada. É bastante simples, basta seguir o passo-a-passo a seguir:

  1. Assim que a papinha estiver pronta, mergulhe a panela (de vidro, de preferência) em uma bacia maior com gelo e água. Vá mexendo a papinha até esfriar e chegar à temperatura ambiente. Com esse choque térmico, a cocção será interrompida e a papinha estará pronta para ser congelada. De forma alguma, a papinha poderá entrar em contato com essa água do resfriamento, fiquem atentos!papinha-congelada-3
  2. Depois de resfriada, coloque a papinha em pequenos recipientes, em porções individuais, aquelas normalmente consumidas pelo bebê. Esses potes deverão ser de vidro ou plástico (somente os livres de bisfenol ou BPA free), previamente higienizados e esterilizados por 5 minutos em água fervente. É importante que as papinhas sejam congeladas em porções individuais, uma vez que, ao serem retiradas do congelador, não poderão ser congeladas novamente. Assim, evita-se o desperdício de descongelar e ter que descartar o que não foi consumido.
  3. Etiquete os potinhos com as seguintes informações:
  • Ingredientes da papinha
  • Data da preparação
  • Validade

VALIDADE DAS PAPINHAS NO CONGELADOR

  • Papinha de frutas – 6 meses
  • Papinha de legumes – 6 meses
  • Papinha de carne, frango ou peixe com legumes – 1 a 2 meses

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES SOBRE A PAPINHA QUE SERÁ CONGELADA

  • Sugiro que os alimentos que compõe a papa sejam congelados em pedaços. Amasse somente depois de descongelados.
  • As papinhas devem sempre ser congeladas tampadas. Não utilize forminhas de gelo, por exemplo. Recipientes com tampa de papelão também não são recomendados, uma vez que não têm uma vedação adequada e ainda podem grudar na papinha. Os mais indicados, como já dito, são os potinhos de vidro com tampa de plástico e os de plástico livre de bisfenol A, que são vendidos com o selo “BPA free”. Algumas marcas que vocês encontrarão no mercado que fabricam recipientes livres de bisfenol: Tomy, Ou, Avent, Sanremo, Plasvale, Plasútil, entre outras. Ao comprar, sempre procurem o selo BPA free ou Livre de Bisfenol.

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COMO DESCONGELAR A PAPINHA

A papinha sempre deverá ser descongelada na geladeira, nunca em temperatura ambiente, pois oferece um risco maior de contaminação. O ideal é que se retire a papinha do congelador na noite anterior e deixe na geladeira durante o período da noite. É necessária, em média, 12 horas para o descongelamento total da papinha. No dia seguinte, um pouco antes de servir, esquente em banho-maria e sirva.

O uso do microondas não é aconselhável no preparo das comidas das crianças e, além disso, o descongelamento ocorre de maneira não uniforme e com maior perda de fluidos do alimento. Por isso, a melhor maneira é descongelar na geladeira, para depois aquecer em banho-maria para consumo.

Caso se descongele um pote de papinha e o bebê não o consumir imediatamente, este poderá ser guardado na geladeira e consumido em até 24 horas. Nenhum alimento que o bebê tenha começado a comer, ou seja, que tenha tido contato com a sua saliva, deve ser reaproveitado, ou seja, esse alimento não deve ser guardado e oferecido mais tarde.

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Experimentando novos sabores: 10 combinações de frutas para a papinha do bebê

0 Comentários // em Alimentação do Bebê Receitas // 16 de outubro de 2014

url-2As frutas são os primeiros alimentos que os bebês experimentam com a introdução da alimentação complementar. Inicialmente, a papa deve ser feita somente com uma fruta amassadinha com o garfo. Nada de usar o liquidificador ou a peneira, a papa deverá ficar consistente para estimular a mastigação do bebê.

As frutas deverão ser oferecidas uma a uma, aos poucos, para que a criança se familiarize com os diferentes sabores e consistências. Geralmente, as quantidades aceitas são bem pequenas, de 1 a 2 colherinhas, e, sim, elas fazem careta! Nada disso, necessariamente, é indício de que o bebê não gostou da fruta oferecida, pode ser, apenas, uma reação de estranhamento às novidades: a colher, o sabor, a textura e consistência do alimento. Com o tempo, o bebê passa a aceitar melhor as frutas e a conhecer seus sabores. Cada um no seu tempo.

Passada essa fase inicial de introdução das frutas e de adaptação, é chegada a hora em que é possível incrementar as papinhas fazendo combinações entre as frutas. Aí vão algumas sugestões:

1. PAPA DE TÂMARA E BANANA

  • 3 tâmaras
  • 1 banana madura

Coloque as tâmaras em água fervente por 1 minuto e processe-as com um mixer ou no liquidificador. Amasse a banana e misture as tâmaras processadas.

2. PAPA DE PERA, ERVA-DOCE E BANANA

  • pure-fruta1/2 pera sem casca picadinha
  • 1 banana bem madura
  • 1/2 colher de chá de erva-doce

Cozinhe a pera no vapor junto com a erva-doce, até que fique bem molinha. Depois de cozida, despreze a erva doce e amasse a pera com a banana.

Uma variação dessa receita é usar a maçã no lugar da pera e a canela em pau no lugar da erva-doce. Também fica uma delicia!

3. PAPA DE CENOURA, MAÇÃ E UVA-PASSA

  • 1/2 maçã
  • 1 xícara de cenouras fatiadas
  • 1/4 xícara de passas
  • 1/2 xícara (120 ml) de água

Descasque e tire o miolo da maçã e corte em pequenos pedaços. Leve a cenoura picada ao fogo, refogando por 5 minutos. Adicione a maçã, as passas e a água; tampe e cozinhe por 10 minutos ou até as cenouras ficarem bem macias. Depois basta amassar e servir morninha.

papinha024. PAPA DE MANGA E CAQUI

  • 1 manga descascada picada
  • 2 caquis descascados picados ou 2 pêssegos descascados picados

Amasse com um garfo separadamente e depois misture. Está pronto!

5. PAPA DE NECTARINA E CEREJA

  • 2 nectarinas
  • 150 g de cerejas frescas (fora da época, use cerejas congeladas sem caroços)

Coloque as nectarinas e as cerejas em água fervente por 1 minuto, deixe esfriar e descasque-as. Corte a polpa em pedaços e despreze as sementes. Amasse com o garfo e sirva à temperatura ambiente.

6. SORBET DE MANGA E BANANA COM RASPAS DE LARANJA

Para os dias quentes!

  • 1 manga haden bem madura
  • 1 banana bem madura
  • Raspas de casca de laranja

Retire toda a polpa da manga, espremendo, inclusive, o caroço e coloque em um recipiente junto com a banana sem casca. Leve ao freezer por uma hora e bata, ligeiramente, com o mixer ou liquidificador até formar uma massa homogênea. Não bata muito, para que a consistência não fique muito mole.

7. PAPA DE MELANCIA E BANANA

  • 5 cubos (2,5 cm) de melancia sem sementes
  • 1/2 banana pequena bem madura

Amasse bem e sirva.

8. 2fd59fdf4035cc8459652615d258d0eeuniqueidcmcimage1COMPOTA DE MAÇÃ, BANANA E PERA

  • 1 maçã-gala descascada e cortada em cubos médios
  • 1 banana-prata descascada e cortada em rodelas de 1 cm
  • 1 pêra descascada cortada em cubos médios

Coloque as frutas em uma panela e leve ao fogo bem baixo; tampe e deixe cozinhar assim mesmo, sem água, até que as frutas tenham ficado bem moles, desmanchando. Depois basta amassar com o garfo e servir.

9. COMPOTA DE MANGA E MAÇÃ

  • 1 manga haden ou tommy bem madura
  • 2 maçãs fugi ou argentinas
  • 2  colheres de sopa de suco da própria manga (esprema bem o caroço)

Descasque bem a manga e as maçãs e corte-as em pedaços de mesmo tamanho, mais ou menos 2,5 cm. Coloque todos os ingredientes em uma panela, tampe e cozinhe em fogo baixo de 5 a 8 minutos, até estarem bem macias. Depois é só amassar e servir na temperatura que desejar, morninha, temperatura ambiente ou gelada.

10. PURÊ DE ABACATE, PERA COM NÉCTAR DE MAMÃO

  • 1/2 pêssego maduro
  • 2 colheres de sopa cheias de abacate maduro
  • 1 colher de sopa (15 ml) de suco de mamão

Descasque o pêssego e corte-o em pequenos pedaços. Coloque o abacate e o pêessego em um recipiente e amasse-os. Derrame o suco de mamão sobre as frutas e misture levemente.

Bom apetite!

Sobre a Nutrição Pediátrica – Uma Homenagem ao Dia do Nutricionista

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Eventos // 31 de agosto de 2014

Há alguns dias recebi um convite de uma amiga para escrever um texto, em homenagem ao dia do nutricionista, que retratasse a minha área de atuação: a nutrição pediátrica. Para mim, sempre é um prazer escrever, logo, aceitei prontamente o convite. Tirei uma manhã livre para a tarefa, sentei com um caderno na mão e comecei a pensar em como poderia organizar e condensar em um único texto todos os aspectos relacionados a um tema tão abrangente.

A verdade é que a nutrição por si só é riquíssima, falar sobre alimentação não tem fim. É tarefa de uma vida, ou mais. A nutrição infantil, por ser muito específica e por trazer uma série de aspectos que acompanham o desenvolvimento motor e psíquico da criança, assim como sua relação com o meio onde vivem e a família, abrange áreas que extrapolam a nutrição em si. Ser nutricionista pediátrica traz consigo a necessidade de entender o universo infantil na íntegra e relacioná-lo ao seu comportamento alimentar. Eis aí o desafio.

Após algumas horas pensando a respeito do tema e escrevendo minhas idéias, saiu o seguinte texto, que eu dedico à todas as nutricionistas pediátricas, aos professores e autores incríveis que me acompanham nessa jornada de aprofundamento nessa área tão linda, às mães e a às crianças que chegam até meu consultório e aos profissionais que acreditam no meu trabalho e sempre me indicam para os seus pacientes. O dia de hoje é de todos nós!

“Do primeiro ano de vida até a adolescência, mudanças significativas ocorrem na alimentação da criança. Na infância é tempo de constituir a competência alimentar, a autonomia sobre o desejo em relação aos alimentos, a escuta do próprio corpo e, também, é tempo de dar nomes e significados à comida. Nessa fase de transição, que vai da dependência à independência alimentar, as preferências e os hábitos de vida são formados, portanto, exige-se um cuidado maior com a quantidade e a qualidade da alimentação ofertada.

A nutrição pediátrica, por sua vez, transgride o cálculo das necessidades diárias de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento adequados da criança, é papel do profissional atuante nessa área investigar a dinâmica familiar em volta da mesa, a procedência dos alimentos consumidos, assim como a sua representatividade para cada criança. Também é responsabilidade do nutricionista dar suporte à família no desenvolvimento da autonomia e competência alimentares na infância, para que as crianças possam confiar em seus sinais internos de fome, apetite e saciedade e tenham uma atitude confortável e positiva em relação à alimentação, conseguindo, assim, harmonizar seus desejos com as escolhas alimentares e as quantidades consumidas.

O grande desafio que a cultura alimentar atual traz é educar o paladar para sabores naturais. As crianças de hoje já nasceram sob a influência de uma cultura alimentar sintética que oferece produtos ricos em açúcares, gorduras e aditivos químicos que realçam ou criam novos sabores, muitas vezes, inéditos ao paladar. Praticamente tudo o que se consome atualmente não é mais, em sentido estrito, comida, e a forma como se está consumindo esses produtos – no carro, na frente da tevê ou do tablet e, cada vez mais, sozinhos – não é realmente comer, pelo menos no sentido em que a civilização entende o termo.

Com uma frequência cada vez maior, venho observando paladares infantis viciados em sabores intensos e artificiais, que não mais reconhecem o sabor natural dos alimentos. As frutas, os vegetais e os alimentos que vêm da natureza, e não da indústria, passaram, para grande parte das crianças, a ser considerados sem graça, sem gosto e sem representatividade.

É importante perceber que por mais estranhos e insustentáveis que às vezes possam parecer, os hábitos de consumo que nos distinguem fazem parte de nossas estruturas perceptivas e não podem ser cancelados, mas somente enriquecidos e renovados através de novas experiências. E esse é o papel intransferível do nutricionista: educar pelo gosto e não por fatos (“faz bem”, “é saudável”), uma vez que comida corresponde àquilo que é consumido com algum sentimento e que pode satisfazer as necessidades fisiológicas, os olhos, o nariz, a boca e o imaginário.”



Atendimento Nutricional na Barra da Tijuca

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Eventos // 29 de julho de 2014

Vídeos

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Bebê Mídia Serviços //

videos

A SÉRIE DE VÍDEOS ABAIXO FOI GRAVADA PARA O SITE AMAMENTAR É DA JORNALISTA CHRIS NICKLAS


  • Sobre o efeito protetor do leite materno:

 


  • Sobre Licença Maternidade e a alimentação do bebê com 4, 5 e 6 meses:


  • Sobre a importância do aleitamento materno exclusivo até os 6 meses de idade:


  • Sobre como conciliar a introdução de alimentos na dieta do bebê com o aleitamento materno em livre demanda:

Comportamento alimentar da criança de 2 anos de idade

0 Comentários // em Alimentação da Criança Eventos // 22 de novembro de 2013

Resolvi escrever um pouco sobre o comportamento alimentar típico de cada idade, a partir dos 2 anos, para ajudar aos pais a entenderem melhor seus filhos. É muito comum na minha clínica receber pais e mães de cabelo em pé por causa da alimentação das crianças e, cada vez mais, tenho visto famílias inteiras se mobilizando e mudando todo seu planejamento por causa das peculiaridades da alimentação dos filhos. Já ouvi relatos desde “Não podemos mais viajar porque nosso filho tem muitas restrições alimentares” até “Aqui em casa quem manda são as crianças. Quer comer nugget? Coma! Pelo menos não fica de barriga vazia.”

É, de fato, um assunto um tanto quanto delicado e que exige dos pais muita paciência e sabedoria para que os papéis não se invertam. Os filhos não podem ditar as regras de toda uma família e esse é um limiar importante – uma vez que o limite é ultrapassado, é difícil retomar as rédeas. Acredito que conhecer um pouco do comportamento alimentar típico de cada fase da criança irá ajudar a amenizar essa angústia que os pais sentem e, principalmente, os ajudará a respeitar as particularidades de cada fase.

Vamos, então, às crianças de 2 anos idade.

O comportamento alimentar nessa fase caracteriza-se por ser imprevisível e variável. A quantidade de alimentos ingeridos pode oscilar, sendo grande em alguns períodos e nula em outros. Caprichos podem fazer com que o alimento favorito de hoje seja inaceitável amanhã ou que um único alimento seja aceito por muitos dias seguidos. Os pais devem estar cientes das variações de apetite próprias dessa idade e não devem exagerar na ingestão de leite como compensação, nem oferecer substitutos e guloseimas entre as refeições. Farinhas também não devem ser usadas para engrossar os leites.

Um dado fisiológico de extrema importância para compreender melhor a mudança de padrão alimentar nessa fase é que a partir do segundo ano a criança passa por um processo de desaceleração da velocidade de crescimento estatural. O ganho de peso também é inferior em relação ao primeiro ano e, consequentemente, as necessidades nutricionais e o apetite são menores.

É preciso ter em mente que o corpo da criança sabe das suas necessidades e usa os mecanismos internos de fome e saciedade para determinar a quantidade de alimentos de que necessita, por isso, é importante permitir que ela controle seu consumo alimentar. Nessa idade a mãe deve respeitar as manifestações de independência da criança, ela pode aceitar ou não um determinado tipo de alimento em um dia e ter uma reação diferente em outro dia.

DICAS:

  • É necessário saber aproveitar a curiosidade natural da idade para incluir um maior número de alimentos em diferentes preparações. As crianças sentem muita satisfação em participar da preparação dos alimentos, o que as estimula a comerem.
  • Nessa idade a criança imita o comportamento dos outros, principalmente o dos pais, podendo aceitar os alimentos de acordo com o exemplo dos mesmos.
  • A criança deve aprender, desde pequena, a comer nos horários determinados pela família. As refeições e lanches devem devem ser servidos em horários fixos todos os dias, com intervalo de, no mínimo, três horas para que a criança sinta fome na próxima refeição.
  • Não se deve oferecer alimentos entre as refeições. Quando a criança recusa a refeição principal, não se deve oferecer outro alimento no lugar, nem forçá-la nem agradá-la. Neste caso, o melhor é aguardar mais meia hora e oferecer novamente a mesma refeição.
  • Se nesse período a criança não aceitar os alimentos, a refeição deverá ser encerrada e oferecido algum alimento apenas na próxima. Um grande erro é deixar a criança alimentar-se sempre que desejar, pois assim não terá apetite no momento das refeições.
  • É muito frequente a mãe, por preocupação, servir uma quantidade de alimento maior do que a criança consegue ingerir. Pratos grandes, além de não a estimularem para que coma, trazem aversão, pois ela já se satisfaz só de olhar. O tamanho das porções nos pratos deve estar de acordo com o grau de aceitação da criança. Ao final da refeição, deve-se preguntar se a criança deseja mais; se houver pedido de mais comida, é conveniente servir uma porção menor do que a primeira.
  • Diante da recusa alimentar, continue a oferecer a refeição completa e continue a oferecer todos os alimentos do prato. Somente é possível educá-los na presença dos alimentos, concorda? Sem alimentos à vista, sem educação alimentar. Caso a criança recuse todo o prato na presença de um alimento que ela rejeite, ofereça esse alimento em um pratinho separado, mas é importante que ele componha a refeição e que esteja à vista.
  • Nessa fase as crianças não aceitam novos alimentos prontamente. Para que esse comportamento possa ser modificado, é necessário que a criança prove o novo alimentos em torno de 8 a 10 vezes, mesmo que seja uma quantidade bem pequena. Somente dessa forma ela conhecerá o sabor do alimento e estabelecerá seu padrão de aceitação.
  • A aceitação dos alimentos se dá não só pela repetição à exposição, mas também pelo condicionamento social, e a família é o modelo para o desenvolvimento de preferências e hábitos alimentares. Se a família tem bons hábitos, a criança os incorpora com o passar do tempo. A criança deve ser confortavelmente acomodada à mesa junto com os outros membros da família desde o seu primeiro ano para que observe outras pessoas se alimentando.
  • O ambiente na hora da refeição deve ser calmo e tranquilo, sem televisão ligada ou quaisquer outras distrações como brincadeira e jogos. Vale contar uma boa história e relacionar o alimento recusado a um super-herói ou personagem de desenho. É necessário atenção ao que se está consumindo para que o organismo possa desencadear seus mecanismos de saciedade. O desenvolvimento do controle da fome e da saciedade é importantíssimo para prevenção da obesidade e compulsões alimentares futuras.
  • O ambiente tranquilo facilitará a confiança e o prazer da criança em se alimentar.

Uso do Carboidrato Amido Resistente no Emagrecimento

0 Comentários // em Eventos Receitas // 27 de outubro de 2013

O carboidrato amido resistente é um grande aliado do emagrecimento na medida em que resiste à ação das enzimas digestivas, permanecendo no estômago por um tempo maior, contribuindo para prolongar a sensação de saciedade. Estudos mostram que, consumido nas primeiras refeições do dia, pode reduzir em até 10% a quantidade de calorias ingeridas nas 24 horas seguintes. Ele também desempenha um efeito semelhante ao das fibras, pois provoca a sensação de  saciedade mais rapidamente e resulta em um maior controle da glicose no sangue, aumento da concentração de colecistocinina (hormônio que interfere na saciedade), diminuição na absorção de gorduras e aumento do trânsito intestinal. Todos esses efeitos irão contribuir para uma perda de peso eficaz e saudável.

O amido resistente é, ainda, considerado um alimento prebiótico. Ele se mantém intacto até o fim da digestão e, ao chegar no intestino, é fermentado pelas bactérias do bem, aumentando e reforçando esse exército que traz uma série de benefícios à saúde e com a vantagem de não aumentar a produção de gases.

Alguns estudos mostram que esse tipo de amido é favorável à redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos, por aumentar os meios de excreção da gordura. Ele é encontrado no macarrão grano duro, na batata, batata-doce, inhame, cará, feijão-branco e, a campeã, banana verde. Antes de amadurecer, a banana é rica em amido resistente (até 85%) e pode ser consumida na forma de farinha ou biomassa, que são vendidas em casas de produtos naturais e podem ser acrescentadas em sucos, shakes e sopas. A biomassa pode ser feita em casa:

RECEITA BIOMASSA DE BANANA VERDE
1 cacho de banana verde não climatizada
Água
1 limão

Em uma panela de pressão, coloque água até a metade e deixe ferver. Quando chegar ao ponto de fervura, coloque as bananas com casca higienizadas, tomando o cuidado para nenhuma parte da polpa estar aparecendo. Assim que a panela começar a fazer pressão, espere mais dez minutos e desligue o fogo. Não acelere o processo de resfriamento da panela, como, por exemplo, colocá-la sob água fria. Deixe esfriar naturalmente. Após o esfriamento e, saída de toda pressão, tire as cascas da banana e bata a polpa no liquidificar ou em uma centrífuga até virar uma pasta. É essencial que a polpa seja liquidificada ainda quente, caso contrário ela irá endurecer e não vamos conseguir o ponto de pasta. Acrescente gotas de limão para não escurecer a biomassa.

Validade: Na geladeira ela possui validade de uma semana. Caso opte por congelar, escolha embalagens de vidro temperado ou forminhas de gelo de silicone. No freezer possui validade de três meses.

A biomassa pode ser acrescentada em sopas, mingaus ou em outros alimentos quentes, assim, seu sabor fica mais agradável.

TÉCNICAS DIETÉTICAS PARA AUMENTAR O AMIDO RESISTENTE

  • Cozinhar alguns alimentos como massa fresca, massa seca, batata, inhame e cará e, em seguida, resfriá-los, provoca um processo chamado gelatinização, que permite a reestruturação das moléculas, fazendo com que fiquem resistentes à ação das enzimas digestivas. Portanto, deve-se cozinhar, escorrer e deixar ½ xícara de água do cozimento. Após esfriar, levar à geladeira e usar no dia seguinte sem escorrer.
  • Massa grano duro deve ser cozinhada al dente para preservar o amido resistente.
  • O feijão deve ser deixado de molho de véspera. Troque a água e cozinhe. Leve à geladeira por duas horas, no mínimo, e só então tempere. Essa técnica, além de aumentar o amido resistente, ajuda a engrossar o caldo.
  • Os flocos de milho (cereal matinal sem açúcar) devem ser acrescentados em sucos cítricos. Espere cinco minutos para consumir.

Cultivando um mundo melhor

2 Comentários // em Dicas da Nutricionista Eventos // 9 de outubro de 2013

Uma crítica ao nosso padrão alimentar atual.

Com toda sensibilidade, através de imagens, o vídeo nos fala muito sobre nossa alimentação doente, sem graça, sem vida e artificial.

Quem quiser deixar por aqui suas impressões e reflexões, serão muito bem vindas. Podemos debater sobre o tema.

Uso do Índice Glicêmico (IG) no Emagrecimento

0 Comentários // em Eventos // 23 de agosto de 2013

O Índice Glicêmico (IG) traduz a velocidade com que a glicose proveniente da digestão dos carboidratos é liberada para a corrente sanguínea. Para entendermos melhor, vamos a alguns fatos:

  1. Os carboidratos, ao sofrerem processo de digestão, dão origem a moléculas menores, a glicose, que é nossa principal fornecedora de energia.
  2. A glicose, até então presente no estômago, passa para a corrente sanguínea para viajar por todo o corpo levando combustível para as células. Porém, o alerta que o IG nos traz é que alguns tipos de carboidrato liberam a glicose para a corrente sanguínea de forma mais rápida que outros, tendo, portanto, alto IG, como no caso do açúcar, pães e massas feitos com farinha branca.
  3. O pâncreas (glândula do sistema digestivo), diante desse quadro, passa a produzir mais insulina, hormônio que permite que a glicose entre nas células. Porém, como a liberação da glicose proveniente dos carboidratos de alto IG é muito rápida, sobra glicose na circulação e ela acaba sendo estocada na forma de gordura, principalmente na região do abdômen. Além disso, como são absorvidos rapidamente, os carboidratos de alto IG estimulam o aparecimento precoce da fome.

Uma das ferramentas usadas para secar gordura é escolher carboidratos com IG médio ou baixo: os alimentos integrais ou pouco processados, por causa das fibras presentes na composição, têm um efeito digestivo mais lento, fornecendo glicose ao organismo em quantidades pequenas e constantes, evitando picos de glicose no sangue, a intensa produção de insulina e o estoque de gordurinhas.

Alguns alimentos, quando consumidos junto com os carboidratos, retardam o processo digestivo, fazendo com que estes fiquem mais tempo no estômago e liberem glicose aos poucos para o sangue. Boas parcerias são as proteínas, as fibras e até as gorduras. Dessa forma, associar pão com queijo ou peito de peru é uma opção melhor que comer o pão puro. O mesmo vale para massas: quando acompanhadas de carne (proteína) e folhas (fibras) têm um IG menor que a massa somente com molho de tomate. Ainda que a quantidade de calorias aumente um pouco, essas combinações são benéficas e provam que, quando o objetivo é emagrecer, não é só a contagem de calorias que interessa.

DICAS IMPORTANTES PARA DIMINUIR O ÍNDICE GLICÊMICO DAS PREPARAÇÕES

  • Cozinhe as massas e os legumes al dente: quanto mais firme ficar o alimento, menor será o IG dele.
  • No preparo de massas em geral – pães, tortas, panqueca, biscoitos – substitua metade da farinha de trigo branca pela integral. Parte dela também pode ser substituída por farelo de aveia ou farelo de trigo.
  • Troque o arroz branco pelo integral.
  • Coma frutas e legumes com casca, sempre que possível, pois são ricas em fibras que retardam a digestão.
  • Para sanduíches, use sempre pão integral light no lugar do pão branco e acrescente folhas verdes e vegetais crus no recheio, como rabanete, tomate, cenoura ralada, pepino etc.
  • Procure não consumir frutas excessivamente maduras. A fruta mais verde tem um IG menor, pois seus carboidratos são mais resistentes à ação das enzimas digestivas.
  • Ao comer cereais matinais, escolha sempre a versão integral e combine-os com iogurte ou leite desnatados.
  • Use massas integrais ou do tipo grano duro. Caso contrário, utilize molhos à base de vegetais. As fibras desses alimentos irão agir retardando a absorção da glicose. Ou então, prepare as massas al dente.
  • Após cozinhar massas e arroz, coloque-as sob refrigeração de 15 a 20 minutos e reaqueça na hora de servir. Isso irá reduzir seu IG. A mudança acontece porque as moléculas de amido sofrem uma transformação, dificultando a ação das enzimas digestivas e, portanto, tornando mais lenta a absorção.
  • Na hora de fazer um purê de batata, faça-o com couve-flor ou chuchu, pois a primeira é rica em fibras e o segundo, em água.
  • Combinar a banana com queijo magro e canela e levá-la ao forno é uma ótima opção de lanche com IG reduzido.
  • Sempre faça mix de frutas secas com nozes e castanhas, pois essas sementes são ricas em gorduras do bem e fibras que diminuem o IG das frutas.

Comer normalmente, o que é?

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Eventos // 22 de agosto de 2013

Essa foi, por um bom tempo, uma pergunta um tanto quanto difícil de se responder e tem estado incessantemente presente nos meus atendimentos clínicos, principalmente nos casos de sobrepeso e obesidade. Sempre suspeitei que ela tinha infinitas respostas, afinal, quando o assunto é a nossa alimentação, variáveis a serem consideradas não faltam e seria um grave erro abordá-la sob uma perspectiva engessada ou reducionista.

No entanto, um belo dia, numa pequena livraria, folheando algum livro sobre transtornos alimentares, eis que uma definição de ‘comer normalmente’ saltou aos meus olhos e muito me agradou:

“Alimentar-se normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher as comidas que você gosta e comê-las até aproveitá-las suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria. Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção alimentar para consumir as comidas certas, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer as comidas prazerosas. Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesmo para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos. Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer menos de vez em quando, desejando ter comido mais. Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida. Resumindo, o comer normalmente é flexível e varia em resposta a emoções, agenda, fome e proximidade com o alimento.”

A autora é a grande Ellyn Satter que, posteriormente, tive o prazer de conhecer um pouco mais do seu trabalho.

Comer normalmente, portanto, não se limita a seguir uma prescrição, ao contrário, exige uma certa flexibilidade e uma sólida confiança nos sinais internos de fome, apetite e saciedade. Também demanda uma atitude relaxada, positiva e confortável que consegue harmonizar os desejos e escolhas alimentares com as quantidades consumidas. O prazer, então, deixa de ser um covite ao exagero e passa a ser mais um temperinho para adoçar nossa vida.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da Ellyn Satter, aí vai o site: http://www.ellynsatterinstitute.org/

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