Comer normalmente, o que é?

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Eventos // 22 de agosto de 2013

Essa foi, por um bom tempo, uma pergunta um tanto quanto difícil de se responder e tem estado incessantemente presente nos meus atendimentos clínicos, principalmente nos casos de sobrepeso e obesidade. Sempre suspeitei que ela tinha infinitas respostas, afinal, quando o assunto é a nossa alimentação, variáveis a serem consideradas não faltam e seria um grave erro abordá-la sob uma perspectiva engessada ou reducionista.

No entanto, um belo dia, numa pequena livraria, folheando algum livro sobre transtornos alimentares, eis que uma definição de ‘comer normalmente’ saltou aos meus olhos e muito me agradou:

“Alimentar-se normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher as comidas que você gosta e comê-las até aproveitá-las suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria. Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção alimentar para consumir as comidas certas, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer as comidas prazerosas. Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesmo para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos. Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer menos de vez em quando, desejando ter comido mais. Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida. Resumindo, o comer normalmente é flexível e varia em resposta a emoções, agenda, fome e proximidade com o alimento.”

A autora é a grande Ellyn Satter que, posteriormente, tive o prazer de conhecer um pouco mais do seu trabalho.

Comer normalmente, portanto, não se limita a seguir uma prescrição, ao contrário, exige uma certa flexibilidade e uma sólida confiança nos sinais internos de fome, apetite e saciedade. Também demanda uma atitude relaxada, positiva e confortável que consegue harmonizar os desejos e escolhas alimentares com as quantidades consumidas. O prazer, então, deixa de ser um covite ao exagero e passa a ser mais um temperinho para adoçar nossa vida.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da Ellyn Satter, aí vai o site: http://www.ellynsatterinstitute.org/

Opções mais saudáveis de sucos industrializados

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Dicas da Nutricionista Eventos // 11 de março de 2013

Muitos pacientes têm me perguntando sobre opções mais saudáveis dentre os produtos industrializados no geral, então, decidi postar por aqui os meus escolhidos. Vou começar pelo suco, por ser um dos produtos mais consumidos, principalmente, por quem leva lanches de casa para rua e por crianças nas escolas.

Vale ressaltar que a melhor opção sempre será o suco natural, feito e tomado na hora. Em segundo lugar, o suco da polpa da fruta. Mas, nos momentos em que precisamos de alguma alternativa mais prática, alguns sucos industrializados se sobressaem quando o assunto é qualidade:

Do Bem: Sem conservantes, corantes, aromatizantes e outros ‘antes’ que dão nome aos famosos aditivos químicos. Além dos sucos de fruta, a linha também oferece água de coco, chá mate com limão e suco de frutas mistas. Mas atenção, a limonada tem adição de açúcar, a maioria não tem.

Smoothies da Jasmine: Purê de fruta pura, sem conservantes e sem adição de açúcar ou aditivos químicos, em uma prática embalagem de 90 gramas que pode ser levada a qualquer lugar. Rico em vitamina C, é ideal para o lanche da manhã, da tarde, antes da academia ou para ser levado na lancheira das crianças. Uma porção de Smoothie Jasmine supre a necessidade de uma das cinco porções diárias de frutas e verduras recomendadas pela OMS.

Green Day: Sucos integralmente derivados da fruta, sem adição de água, açúcar ou edulcorante. Opções em embalagens para lancheira: maçã, uva branca e roxa, maçã com pêra.

Ceres: Oferece o puro sumo de fruta. Sem adição de açúcar, corantes ou conservantes.

Fast Fruit: Sabores laranja, laranja com manga e laranja com mamão. Sem conservantes e açúcar, mas com aromatizante.

Fazenda Bela Vista: Suco de laranja integral, sem adição de açúcar e conservantes.

EcoCitrus: Oferece sucos concentrados de frutas orgânicas. São isentos de conservantes e corantes. Sabores: laranja, tangerina e uva integral.

Suvalan: Sem adição de açúcar e conservantes. Possui vários sabores.

Suco de Maçã do Yakult: Feito com suco de maçã concentrado, não contém conservantes e aditivos artificiais, nem adição de açúcar ou adoçantes. Contém aromatizante artificial.

Suco de uva integral: Feitos do puro sumo da uva branca ou tinta. Existem várias marcas.

Suco de laranja da Native: Suco orgânico, sem adição de açúcar e conservantes, contém aromatizante. Os outros sabores têm adição de açúcar, porém, não possuem conservantes também.

Um beijo e até a próxima com mais dicas sobre os industrializados.

Naila Soares

Alimentação Infantil – Em defesa do real sabor

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos // 27 de setembro de 2012

“Todos os homens se nutrem, mas poucos sabem distinguir os sabores.”
Confúcio

O paladar, já há algum tempo, vem deixando de ser um norteador para as escolhas alimentares. Existe pouco espaço para a valorização do sabor em uma cultura na qual os nutrientes imperam sobre a comida e sobre todo o contexto no qual ela se insere. Essas substâncias que compõe o alimento, os nutrientes, não podem ser vistos nem saboreados, são discerníveis apenas em laboratórios científicos. Portanto, observa-se um movimento sociocultural em que o prazer proporcionado pela comida vem dando lugar ao prazer de consumir o que é dito saudável.

As crianças de hoje já nasceram sobre a influência dessa cultura alimentar reducionista e sintética imposta pela indústria alimentícia e, cada vez mais, pela mídia. Estudos comprovam que as preferências alimentares de bebês e crianças são influenciadas desde a vida intra-uterina, através do consumo materno durante a gestação. Portanto, desde o útero vêm-se entrando em contato com sabores artificiais.

Para serem aceitos pela população e conseguirem se passar por comida, os alimentos sintéticos precisam ser ricos em açúcares, gorduras, edulcorantes e aditivos químicos que realçam ou criam novos sabores, muitas vezes, inéditos ao paladar. Praticamente tudo o que se consome atualmente não é mais, em sentido estrito, comida, e a forma como se está consumindo esses produtos – no carro, na frente da tevê e, cada vez mais, sozinhos – não é realmente comer, pelo menos no sentido em que a civilização entende o termo.

Na infância é tempo de constituir a competência alimentar, a autonomia sobre o desejo em relação aos alimentos, a escuta do próprio corpo e, também, é tempo de dar nomes e significados à comida. Nessa fase ocorre a constituição do paladar e, consequentemente, as preferências alimentares são formadas. Com uma freqüência cada vez maior, vêm-se observando paladares viciados em sabores intensos e artificiais, que não mais reconhecem o sabor natural dos alimentos. As frutas, os vegetais e os alimentos que vêm da natureza e não da indústria passam a ser considerados sem graça, sem gosto e sem representatividade.

Como os receptores do olfato, os do paladar estão sujeitos à perda de sensibilidade e, se estimulados em excesso, seu limiar de sensibilidade aumenta. É preferível, portanto, evitar o consumo de alimentos aditivados quimicamente ou adoçar e salgar excessivamente a comida, para impedir que o desgaste dos receptores do paladar nos leve, como em um círculo vicioso, a adoçar e salgar cada vez mais.

Torna-se evidente, portanto, o risco de nos tornarmos consumidores guiados por sentidos cada vez menos capazes de selecionar e distinguir. Essa incapacidade se reflete no comprometimento das nossas potencialidades, inclusive da nossa habilidade de fazer escolhas diferenciadas e múltiplas. É importante perceber que por mais estranhos e insustentáveis que às vezes possam parecer, os hábitos de consumo que nos distinguem fazem parte de nossas estruturas perceptivas e não podem ser cancelados, mas somente enriquecidos e renovados através de novas experiências.

Por Naila Soares

O mito da gordura – Uma crítica

0 Comentários // em Dicas da Nutricionista Eventos // 24 de setembro de 2012

Por ordem de cientistas da nutrição e autoridades da saúde pública, há 30 anos perdura a ideia de que a gordura alimentar é responsável por doenças crônicas. Porém, de fato, poucos ou quase nenhum estudo científico comprova que o consumo de gorduras saturadas leva a doenças cardíacas. Ao contrário do que se esperava, durante as décadas do século XX, o índice de doenças cardiovasculares aumentou após redução do consumo de gorduras animais. Em vez dessas gorduras, a população passou a consumir mais óleos vegetais, especialmente na forma de margarina. Opa!

O mito da gordura ganhou força durante os anos da Segunda Guerra Mundial quando um declínio acentuado das doenças do coração foi atribuído à escassez de carne, leite, manteiga e ovos. Bem, se esqueceram de ressaltar que açúcar e gasolina também foram racionados, logo, comia-se menos de tudo, incluindo, carboidratos refinados. Comiam, porém, mais peixes e faziam mais exercícios em função do racionamento da gasolina.

Um estudo da Escola de Saúde Pública de Harvard intitulado “Types of Dietary Fat and Risk of Coronary Heart Disease: a Critical-Review” reflete sobre as relações cada vez mais tênues entre gordura alimentar e saúde, lançando por terra quase todos os esteios que sustentavam a hipótese de que gordura alimentar causa doenças cardíacas. Resumindo as extensas conclusões do estudo, a quantidade de gordura saturada na dieta, provavelmente, tem pouco ou nada a ver com o risco de doenças do coração, e encontrou-se uma associação não significativa entre colesterol alimentar e doenças cardíacas.

O fato de maior importância apontado pelo estudo foi que, enquanto os níveis totais de gordura na dieta parecem ter pouca relação com o risco de doenças do coração, a proporção entre os tipos de gordura tem. Uau! Acrescentar ácidos-graxos ômega-3 à dieta reduz substancialmente a morte coronária e total em pacientes cardíacos, e substituir as gorduras saturadas por poliinsaturadas abaixa o colesterol sanguíneo, o que é considerado um importante fator de risco para as doenças cardíacas.

O que tem sido dito por aí e que, de fato, os estudos científicos sustentam, é a associação da gordura trans às doenças cardiovasculares por vários mecanismos: aumenta o mau colesterol e baixa o bom, algo que nem mesmo as gorduras saturadas são capazes de fazer; aumenta os triglicérides, um fator de risco para as doenças cardíacas; promove inflamações e, possivelmente, a trombogênese (formação de coágulos); pode causar resistência à insulina.

A gordura trans é mesmo ruim. E, no mínimo, é irônico lembrar que esta surgiu como uma alternativa mais saudável às gorduras saturadas que, acreditava-se, estavam adoecendo a população. Que infeliz engano! Fomos encorajados a substituir uma gordura talvez moderadamente prejudicial em nossas dietas por uma comprovadamente letal. Depois dessa reflexão, o que dizer da margarina que continua substituindo a manteiga no cardápio brasileiro? E a maionese que é vendida como produto superior ao azeite de oliva?

Torna-se explícita, então, uma importante premissa: a necessidade de resgatar a autonomia alimentar. Está evidente que a ciência e a indústria de alimentos se contradizem, e que suas visões são extremamente reducionistas, sempre com foco em nutrientes e não no contexto alimentar de cada indivíduo que, como veremos, é o que faz a diferença no final das contas. Diante disso, nos restam o bom senso e as escolhas guiadas pelo nosso próprio corpo. O que, de fato, nos nutre e nos alimenta? Vale a pena refletir mais sobre o que faz sentido consumir, e delegar menos aos outros uma responsabilidade e um saber que é inato do ser humano, afinal, nos alimentamos desde sempre.

Determinar nossa saúde cardiovascular e nossa quantidade de gordura corporal usando como critério determinante o consumo de gordura, é ignorar que nos alimentamos, também, de outros alimentos, e que nosso corpo é movido por outros fatores que não a alimentação. O fato de uma pessoa ter uma boa saúde cardiovascular deve ser explicado por diferentes fatores como: menos calorias totais, menos carboidratos refinados, mais exercício, mais frutas e hortaliças.

Um bife bovino, alimento rico em gordura saturada, quando consumido por um não praticante de atividade física junto com outros alimentos como arroz branco, feijão e batata frita, tem um impacto muito diferente sobre o organismo do que o mesmo bife bovino consumido por um praticante de atividade física junto com vegetais, folhosos variados e arroz integral. Da mesma forma, os óleos de linhaça e de coco, considerados óleos amigos do coração, têm impactos diferentes sobre o corpo de acordo com o contexto alimentar e de atividade física em que estão inseridos.

Concluindo, não existem alimentos bons ou ruins, mágicos ou vilões. Existe sim, uma combinação e um contexto alimentar que pode ser favorável ou não ao estado nutricional e de saúde. Enquanto a ciência da nutrição for incapaz de colocar em estudo o contexto alimentar de uma população e continuar dedicando esforços a estudos de nutrientes isolados, as informações e resultados das pesquisas serão de pouca ajuda para a população, isso quando não despertarem mais confusão.

Por Naila Soares

Da série ‘Comendo certo para crescer saudável': Como preparar a papinha salgada do seu bebê

1 Comentário // em Alimentação do Bebê Eventos // 19 de julho de 2011

A partir dos 6 meses de idade, seu filhote já apresenta maturidade para receber outros alimentos além do leite materno. Nesse momento, surgem muitas dúvidas como:

“O que pode ser oferecido à criança nessa idade?”

“Será que meu filho irá aceitar bem os alimentos?”

“A papinha substitui a mamada ou devo oferecer o peito antes/depois das refeições?”

“Quais alimentos representam perigo para o bebê?”

“Como essa papinha deve ser preparada? Uso sal? Açúcar? Temperos?”

“Em qual consistência deve ser oferecida? E a quantidade?”

Esse tema é um dos meus preferidos dentro da Nutrição, e pode render vários posts, uma vez que é muito abrangente. Então resolvi criar essa série “Comendo certo para crescer saudável”, tema do meu workshop em parceria com o SOS Mamãe e Cia, no intuito de ajudar mamães, papais, vovós e babás nesse momento importante que é o início da alimentação complementar.

Para introduzir esse assunto por aqui, deixo um passo a passo sobre como preparar a papinha salgada do seu filhote que agora passará a conhecer e a saborear os alimentos. Porém, antes, um esclarecimento sobre o que deve compor as refeições salgadas.

Alimentos liberados para compor a papinha salgada até 1 ano de idade

Hortaliças: acelga, agrião, abóbora, abobrinha, bertalha, brócolis, chicória, couve, cenoura, chuchu, quiabo, tomate, vagem.

Tubérculos e Cereais: batata inglesa, aipim, batata doce, batata baroa, inhame, arroz, macarrão.

Proteína: frango, carne vermelha, peixe, fígado, rã, gema de ovo.

Leguminosas: feijão, ervilha, lentilha, grão de bico.

Temperos: alecrim, orégano, salsa, manjericão, alho, cebola.

Óleo vegetal ou Azeite (1 colher de chá): soja ou canola ou azeite.

A papinha salgada deve conter 1 alimento de cada grupo citado acima. A capacidade gástrica do seu bebê é pequena, o volume que geralmente se recomenda de papinha é de 200 ml, mas vale lembrar que esse volume varia e não pode ser tido como regra.

Preparo da papinha

PASSO 1: O sal, assim como o açúcar, não deve ser acrescentado às papinhas, pois o bebê está conhecendo e aprendendo a identificar cada alimento, sendo importante que seu sabor natural não seja mascarado. Para o preparo da papinha utilize: alho amassado, cebola batidinha, tomate sem pele e sem semente, cebolinha e pouco óleo (1 colher de chá).

PASSO 2: Acrescente a carne, refogue e acrescente água filtrada. Deixe cozinhar. Atenção: Não refogue os alimentos com azeite, manteiga ou margarina, pois quando aquecidas liberam uma substância chamada acroleína que é cancerígena. Utilize o óleo vegetal.

PASSO 3: Acrescente os legumes picados, deixe cozinhar e, por último, acrescente os vegetais folhosos.

PASSO 4: Amasse a papa com um garfo. Não utilize liquidificador, nem processador, nem peneira. A papa deve ficar consistente, na forma de um purê grosso, para estimular a mastigação e a fala da criança. Alimentos que são pastosos o suficiente para grudar na colher fornecem mais energia e nutrientes para o bebê que os de consistência mais líquida.

PASSO 5: Chegou a hora gostosa, a de comer! A papinha deve ser oferecida na colher e os sucos no copo (sim, mamãe, seu bebê já está preparado). Um lembrete: prepare-se para a bagunça que seu pequeno irá fazer, isso faz parte do processo. Deixe que ele pegue os alimentos com a mão, que derrame o suco do copo; tudo isso o ajudará a ter intimidade com os alimentos e a adquirir maturidade para se alimentar sozinho.

Boa sorte e bom apetite para o seu bebê!

Novo guia para alimentação saudável e prevenção da obesidade – My Plate

0 Comentários // em Dicas da Nutricionista Eventos // 15 de julho de 2011

Empenhado em reduzir o avanço da obesidade nos Estados Unidos, o governo americano apresentou novas recomendações nutricionais, que substituíram a tradicional representação gráfica de uma pirâmide por um prato.

O novo guia, que recebeu o nome de “My Plate”, é mais prático e divide um prato em quatro porções: 30% de vegetais, 30% de grãos, 20% de proteína e 20% de frutas. Além disso, ao desenho é acrescentado um copo, que representa os laticínios com baixo teor de gordura.

A nova representação gráfica vem acompanhada de algumas recomendações, como:

  1. Evite os excessos.
  2. Metade do prato deve conter frutas e verduras, e pelo menos a metade dos cereais consumidos deve ser integral.
  3. O leite consumido deve ter pouca gordura, assim como os derivados lácteos.
  4. Beba água ao invés de bebidas doces.
  5. Ingira pouco sal.

Mas atenção, não é preciso colocar todos os itens na mesma refeição. Leite, queijo e iogurte, por exemplo, impedem a absorção de ferro presente nos outros alimentos, o que pode deixar o organismo carente nesse mineral e, com isso, mais suscetível ao ganho de peso.

A antiga imagem, a “Pirâmide Alimentar”, representava os grupos alimentares em forma triangular. Os alimentos que deviam ser ingeridos em maior quantidade se encontravam em sua base, enquanto aqueles que deviam ser consumidos moderadamente ficavam no topo.

Segundo o Departamento de Agricultura, a pirâmide “estava fora de moda e era muito complicada” para os cidadãos, que reclamavam de receber informação contraditória, mas ela continuará disponível para os profissionais da área de saúde.

Ele ressaltou ainda que a nova representação “se centra em uma imagem familiar, a de um prato” e busca transmitir aos cidadãos a informação de que necessitam para tomar decisões saudáveis na hora de se alimentar.

Por Naila Soares

A comida é o personagem

0 Comentários // em Alimentação da Criança Eventos // 5 de julho de 2011

Às vezes é complicado fazer com que seu filho coma, com gosto, alimentos saudáveis, como frutas, legumes e verduras. O livro Brincando com a comida, criado por Vanessa Dualib e publicado pela Editora Alaúde, pode ser um aliado nessa hora. Por meio de fotografias divertidas, a comida vira personagem de histórias bem-humoradas, que conquistam crianças e adultos, de todas as idades. Veja alguns exemplos:

(Fonte: Casa e Jardim)

Dez alimentos para Gestantes

0 Comentários // em Alimentação da Gestante Eventos // 21 de junho de 2011

Você não precisa e nem deve dobrar a quantidade de comida ingerida, mas fique atenta à qualidade da sua alimentação nessa fase tão especial. Além de garantirem o desenvolvimento do bebê, alguns alimentos ajudam a aliminar sintomas desagradáveis, como inchaço, insônia e prisão de ventre, e a diminuir o risco de doenças graves como hipertensão e diabetes gestacional.

1. Salmão
Além de ser uma delícia, é rico em ômega 3, que tem ação anti-inflamatória e protege contra a hipertensão. Contribui ainda para a formação neurológica, cerebral e pulmonar do feto e estimula seu crescimento.
Dose certa: 1 filé duas vezes por semana, grelhado, assado ou cozido no vapor.

2. Aveia em flocos
Contém fibras solúveis, que previnem a constipação intestinal, auxiliam no controle dos níveis de açúcar no sangue e na prevenção do diabetes gestacional.
Dose certa: de 1 a 2 colheres (sopa) com iogurte desnatado, diariamente, antes de dormir, o que vai evitar quedas de açúcar no sangue no período noturno.

3. Leite
Fonte de cálcio, o leite é importante para o desenvolvimento ósseo do bebê, a formação dos dentes e a regulação da coagulação sanguínea, dos impulsos nervosos e dos batimentos cardíacos do pequeno. A mulher, por sua vez, se protege contra a osteoporose e a pré-eclampsia.
Dose certa: cerca de 1 litro de leite integral todos os dias.

4. Linhaça
Seus pontos fortes são as fibras e o ômega 6, que diminuem o colesterol ruim, ajudando a prevenir inchaços, prisão de ventre, ganho excessivo de peso e hipertensão. Para o bebê, favorece o desenvolvimento cerebral e da retina.
Dose certa: de 1 a 2 colheres (sopa) por dia, triturada no liquidificador.

5. Batata-doce
A batata-doce fornece vitamina A, que ajuda no desenvolvimento celular do feto, assim como no seu crescimento ósseo e dentário. Também protege a visão e reforça o sistema imunológico da mãe e do bebê.
Dose certa: 1 unidade pequena ao dia, cozida ou assada.

6. Laranja
Rica em vitamina C, tem ação antioxidante, aumenta a imunidade e previne contra gripes e doenças infecciosas. Ingeri-la com o bagaço também fornece fibras, que auxiliam no funcionamento intestinal e aumentam a sensação de saciedade.
Dose certa: 1 copo de suco sem açúcar nem aditivos ou 1 fruta com o bagaço, diariamente.

7. Quinua
Esse cereal é ideal para grávidas, pois reúne fibras, proteínas, minerais e vitaminas, como a B6, que melhora o sono e previne a depressão pós-parto.
Dose certa: de 1 a 2 colheres (sopa) de farelo de quinua diariamente

8. Feijão
É uma importante fonte de ferro, essencial para a formação da placenta e dos tecidos e músculos do bebê. Também contém fibras solúveis, que se transformam em um gel no estômago, prolongando a sensação de saciedade. Contribui ainda para reduzir os níveis de colesterol e de açúcar no sangue.
Dose certa: 1 concha média pelo menos uma vez ao dia

9. Carne bovina magra
Proteínas e vitaminas são indispensáveis para a formação dos tecidos maternos e fetais. A carne também contém vitamina B12, que favorece o desenvolvimento cognitivo do bebê. A carência causa fadiga, perda de memória e fraqueza muscular na mãe.
Dose certa: 1 porção de 100 gramas de três a quatro vezes por semana, grelhada, cozida ou assada.

10. Brócolis
Contém ácido fólico, um derivado da vitamina B que é sinônimo de proteção na gravidez. Ele favorece o desenvolvimento neurológico do bebê, evitando malformações na medula e no cérebro. Para a mulher, combate formas de anemia, doenças cardiovasculares e alterações psíquicas.
Dose certa: 1 prato de sobremesa diariamente, cozido no vapor, em salada ou refogado.

Toda refeição é uma oportunidade

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos // 14 de junho de 2011

Doença celíaca e alimentos permitidos em uma dieta isenta de glúten

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos //

Muitas crianças têm alergia a algum tipo de alimento, geralmente corantes, ou ao leite, por exemplo. Pense, então, numa intolerância a um produto que está presente em vários alimentos, os mais comuns no nosso dia a dia, como pão, macarrão, biscoitos, bolos e mingaus. Este elemento é o glúten, uma proteína presente no trigo, no centeio, na aveia, na cevada e no subproduto da cevada – o malte. A parte tóxica do glúten para o celíaco é chamada de prolamina, que corresponde a 50% da proteína do glúten que não se dissolve na água e que é solúvel no etanol.

Para a criança apresentar intolerância ao glúten ela precisa ter dois fatores:
1 – predisposição genética, isto é, nascer com chance de desenvolver esta intolerância;
2 – comer alimentos que contenham glúten. Esta intolerância é para a vida toda e acontece, principalmente, porque o glúten danifica o intestino delgado e com isso prejudica a absorção dos nutrientes dos alimentos.

Alimentos permitidos na dieta isenta de glúten

CEREAIS: arroz, milho, painço e os pseudocereais quinoa, amaranto, trigo sarraceno.

FARINHAS e FÉCULAS: farinha de arroz, amido de milho (tipo “maisena”), fubá, farinha de mandioca, fécula
de batata, farinha de soja, polvilho, araruta, flocos de arroz e milho.

MASSAS: feitas com as farinhas permitidas.

VERDURAS, FRUTAS E LEGUMES: todos, crus ou cozidos.

LATICÍNIOS: leite, manteiga, queijos e derivados (se não houver intolerância à lactose).

GORDURAS: óleos e azeites.

CARNES: bovina, suína, frango, peixes, ovos e frutos do mar.

GRÃOS: feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja.

SEMENTES OLEAGINOSAS: nozes, amêndoas, amendoim, castanhas da Amazônia e caju, avelãs, macadâmias, linhaça, gergelim, abóbora, etc.

OBS: Dependendo da fase do tratamento, o tipo de leite, açúcar e gordura são especiais. Siga rigorosamente as recomendações do seu nutricionista.

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