Semana de Atenção à Saúde e Alimentação Infantil

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos // 5 de março de 2016

Entre os dias 29 de março e 04 de abril, eu e vários outros especialistas nos reuniremos neste evento online e gratuito para discutirmos a alimentação infantil. Uma semana que promete transformar o modo de pensar a alimentação dos pequenos e ajudar muitas famílias a entender que comida de criança é comida de verdade.

O tema da minha palestra será: “Meu filho não come, e agora?”

Confiram a programação e se inscrevam no site: www.maesefilhosemacao.com.br

12795527_1226075297422345_6306937319441258062_n

Nutri deseja a todos: Boas Festas!

0 Comentários // em Eventos // 24 de dezembro de 2014

naila-emkt-v2 (1)

A Ceia de Natal do Bebê – Dicas e Receitas

0 Comentários // em Alimentação do Bebê Eventos Receitas // 21 de dezembro de 2014

foto (5)

Este será o primeiro Natal do seu bebê, um momento de alegria e celebração e, claro, ele não poderá ficar de fora de um dos momentos mais prazerosos da noite: a ceia. Porém, sabemos que nem tudo é permitido na alimentação dos pequenos até 1 ano de idade, e alguns cuidados devem ser tomados:

  • Alguns pratos da ceia da família podem ser usados para o preparo da papa do bebê, como, por exemplo, as carnes do peru e chester, a lentilha e o grão-de-bico, o arroz com frutas secas e os legumes cozidos, portanto, atenção na hora de usar os temperos, opte pelos mais naturais (alho, cebolinha, salsa, coentro, sálvia, cebola, alho-poró, alecrim, manjericão, etc) e use pouco sal. Excepcionalmente, seu bebê poderá comer uma papinha com um pouco de sal, sem problemas. Caso a família seja adepta das comidas mais condimentadas, sempre existe a possibilidade de fazer a papa do bebê separadamente, entretanto, usando os mesmos ingredientes da ceia da família. Fica a critério de vocês.
  • Evite oferecer carnes muito gordurosas, como tender, pernil e lombo de porco, por exemplo. Escolha cortes mais magros, como o peito das aves, e sempre descarte as peles. Preparações cozidas, assadas ou grelhadas devem ser priorizadas. As frituras não devem fazer parte da ceia dos bebês.
  • O bacalhau e os frutos do mar não devem ser oferecidos para bebês menores de 1 ano de idade.
  • Essa é uma excelente época para os pequenos provarem frutas que não fazem parte da rotina alimentar durante o ano, como a lichia, as tâmaras, as cerejas e as frutas secas (ameixa, damasco e passas). Todas elas podem ser oferecidas a partir dos 6 meses de idade, sempre adequando a consistência e o modo de preparo à capacidade do bebê. As frutas secas, por exemplo, podem ser cozidas e amassadas ou levemente processadas para serem oferecidas para bebês que estão começando a introdução alimentar. Já os bebês que aceitam pedacinhos, as frutas podem ser apenas picadinhas. Lembrando que as frutas em calda têm muito açúcar e não devem ser oferecidas.
  • Os doces e sobremesas em geral não devem ser oferecidos. O açúcar, em quantidades moderadas, só deve fazer parte da alimentação das crianças maiores de 2 anos.
  • As sementes oleaginosas (nozes, avelãs, castanhas, pistaches, amendoins) são bastante alergênicas e só devem ser oferecidas após o primeiro ano de vida.
  • Para petiscar, legumes cozidos al dente para comer com a mão são uma ótima pedida, os bebês adoram ficar mordiscando e chupando brócolis e cenouras em palitinhos. Fiquem atentos às quantidades, para que eles não deixem de comer a papa da ceia, super nutritiva e carinhosamente preparada especialmente para eles.

SUGESTÕES DE PAPINHAS PARA A CEIA

- SALGADAS -

vitrine03_papinhasOrganixas1

Papa de peru, arroz com passas, lentilha, cenoura e espinafre

  • 1 colher de chá de azeite
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 colheres de chá de cebola bem picadinha
  • 1 colher de chá de alecrim
  • 1 fatia pequena de peito de peru assado
  • 2 colheres de sopa de arroz com passas cozido
  • 1 colher de sopa de lentilha
  • 1 colher de sopa de cenoura picadinha em cubos
  • 1 colher de sopa de espinafre picado fininho

Leve o azeite, o alho e a cebola para refogar. Acrescente a lentilha e cubra com água para cozinhar. Quando começar a amolecer, coloque a cenoura e deixe que cozinhe até ficar macia, para então acrescentar o espinafre, o peru o arroz com passas e o alecrim. Cozinhe por mais 5 minutos e está pronto. Desfie o peru e amasse com um garfo o restante dos alimentos cozidos.

Rende de 1 a 2 porções.

Papa de chester, mandioquinha, grão-de-bico, damasco, brócolis e couve-flor

  • 1 colher de chá de azeite
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 colheres de chá de cebola bem picadinha
  • 1 colher de chá de sálvia
  • 1 fatia pequena de peito de chester
  • 2 colheres de sopa de mandioquinha picada em cubos
  • 1 colher de sopa de grão de bico
  • 1 damasco seco (previamente hidratado em água filtrada por 30 minutos)
  • 1 florete de brócolis
  • 1 florete de couve-flor

Leve o azeite, o alho e a cebola para refogar. Acrescente o grão-de-bico e cubra com água para cozinhar. Quando começar a amolecer, coloque a mandioquinha, o brócolis e a couve-flor e deixe que cozinhem até ficarem macios, para então acrescentar o damasco, o chester e a sálvia. Cozinhe por mais 5 minutos e está pronto. Desfie o chester e amasse com um garfo o restante dos alimentos cozidos.

Rende de 1 a 2 porções.

Papa de maminha assada com manjericão, batata inglesa, lentilha, abóbora e acelga

  • 1 colher de chá de azeite
  • 1 dente de alho amassado
  • 2 colheres de chá de cebola bem picadinha
  • 1 colher de chá de salsinha bem picadinha
  • 1/2 fatia de maminha assada com manjericão
  • 2 colheres de sopa de batata inglesa picadinha em pequenos cubos
  • 1 colher de sopa de lentilha
  • 2 colheres de sopa de abóbora picadinha em cubos
  • 1 colher de sopa de acelga picada bem fininha

Leve o azeite, o alho e a cebola para refogar. Acrescente a lentilha e cubra com água para cozinhar. Quando começar a amolecer, coloque a abóbora e a batata, deixe que cozinhem até ficarem macias, para então acrescentar a acelga e a salsinha. Cozinhe por mais 5 minutos e está pronta. Acrescente a maminha picada em pedaços bem pequenos ou, se seu bebê está começando a comer agora, a carne poderá ser levemente triturada, assim como a acelga. O restante dos alimentos deverão ser amassados com um garfo ou picadinhos, dependendo do estágio de desenvolvimento do seu bebê.

Rende de 1 a 2 porções.

- DOCES -

papinha-gourmet-bazaar-kids-interna

Papa de pera, erva-doce e lichia

  • 1 pera sem casca picadinha
  • 1 colher de sopa de lichia picada
  • ½ colher de chá de erva-doce

Cozinhe a pera no vapor junto com a erva-doce até que fique bem molinha. Despreze a erva-doce e amasse, espere esfriar, amasse a pera e a lichia com um garfo e sirva.

Rende de 1 a 2 porções.

Papa de tâmaras e banana

  • 3 tâmaras
  • 1 banana

Coloque as tâmaras em água fervente por 5 minutos, despreze os caroços e processe-as com um mixer ou no liquidificador. Amasse a banana com um garfo e misture as tâmaras processadas. Sirva morno ou temperatura ambiente.

Rende 1 porção.

Papa de pêssego e cereja

  • 1 pêssego sem casca e semente
  • 5 cerejas frescas sem cascas e sementes

Pique e amasse com um garfo o pêssego e as cerejas, sirva gelado.

Rende 1 porção.

BOAS FESTAS!

Papinhas para o almoço e jantar do bebê

0 Comentários // em Alimentação do Bebê Eventos Receitas // 22 de novembro de 2014

papinha-de-nenem7

As receitas abaixo podem ser oferecidas para os bebês que já passaram pela fase inicial de introdução dos alimentos e já comem a papinha completa, com alimentos de todos os grupos alimentares. Para quem não sabe, no início da introdução alimentar, os alimentos vão sendo oferecidos um a um, aos poucos, por exemplo: no primeiro dia, uma papinha só de batata inglesa é oferecida, no segundo dia, uma papinha de cenoura, no terceiro, já se oferece uma papinha que contenha a batata inglesa mais a cenoura. E assim por diante, até que o bebê tenha contato com todos os alimentos permitidos para a idade e comece a comer a papinha completa. Isso geralmente ocorre ao final do primeiro mês de introdução da alimentação complementar e  início do segundo mês.

A papinha completa é composta por um alimento de cada grupo abaixo:

  1. CARNES, PEIXES E OVOS: Carne de boi magra (filé mignon, maminha de alcatra, coxão mole ou chã de dentro, patinho), Frango orgânico sem pele, Fígado, Ovo caipira, Peixe de sabor suave (linguado, merluza, cação).
  2. LEGUMINOSAS: Ervilha, Feijão, Lentilha, Grão de bico.
  3. TUBÉRCULOS E CEREAIS: Aipim, Arroz branco, Batata doce, Batata baroa, Batata inglesa, Inhame, Macarrão.
  4. HORTALIÇAS: Abóbora, Abobrinha, Acelga, Agrião, Alface, Berinjela, Brócolis, Bertalha, Cenoura, Chuchu, Couve, Couve-flor. Espinafre, Quiabo, Repolho, Rúcula, Taioba, Vagem (OBS.: Desse grupo devem ser escolhidos de dois a três ingredientes diferentes).
  5. TEMPEROS: Alecrim, Alho, Alho-poró, Cebola, Cebolinha, Coentro, Erva-doce, Hortelã, Manjericão, Orégano,  Salsa,  Sálvia, Tomilho (OBS.: Os temperos podem ser usados a vontade, porém, fiquem atentos à quantidade, para que eles apenas realcem o sabor dos alimentos, e não o mascarem).
  6. GORDURAS: Azeite de oliva, Óleo de coco.

Abaixo, deixo 5 receitas de papinhas salgadas. Vale lembrar que, apesar das papinhas serem consideradas salgadas, não se utiliza sal no preparo. Os únicos temperos utilizados são os naturais, listados acima.

PAPINHA DE CARNE, MACARRÃO, FEIJÃO, CENOURA E BRÓCOLIS

© Copyright 2011 CorbisCorporation1 colher de chá de óleo de coco
1 colher de chá de cebola picada
1 dente de alho moído
2 colheres de sopa de carne moída
1 colher de sopa de feijão cozido com caldo
2 colheres de sopa de macarrão para sopa
2 colher de sopa de cenoura picada em cubos
2 colher de sopa de brócolis picados
 
Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho e a carne moída. Acrescente, em seguida, a cenoura, o brócolis e o macarrão. Cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte o feijão e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.
 
  • Rende 1 a 2 porções. Pode ser oferecida a partir dos 6 meses.

 PAPINHA DE FÍGADO, BATATA DOCE, FEIJÃO, ABÓBORA E ACELGA

1 colher de chá de óleo de coco
1 colher de chá de cebola picada
1 dente de alho amassado
2 colheres de sopa de fígado cortado em cubos pequenos
1/2  batata doce pequena cortada em cubos
1 colher de sopa de feijão cozido com caldo
2 colheres de sopa de abóbora
2 colheres de sopa de acelga
 
Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho e o fígado. Acrescente em seguida a batata doce e a abóbora. Cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Junte o feijão e a acelga e cozinhe por mais 5 minutos. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.
 
  • Rende 1 a 2 porções. Pode ser oferecida a partir dos 6 meses.

PAPINHA DE FRANGO, ERVILHA, FUBÁ, CENOURA E COUVE

337_papinha-de-fuba,-carne-moida-e-espinafre_b5f49323811 colher de chá de óleo de coco
1 colher de chá de cebola picada
1 dente de alho amassado
2 colheres de sopa de frango picadinho em cubos
1 colher de sopa de ervilha
2 colheres de sopa de fubá
½ cenoura pequena picada em cubos
2 colheres de sopa de couve picada
½ xícara de chá de água filtrada
 
Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola, o alho e o frango. Acrescente em seguida a ervilha e a cenoura e cubra com água. Tampe a panela e cozinhe até que todos os ingredientes estejam bem macios e com um pouco de caldo. Acrescente a água fria e o fubá. Deixe cozinhar, sem parar de mexer até que o caldo fique encorpado. Junte a couve e cozinhe por mais 5 minutos. Se necessário, acrescente mais água. Amasse todos os ingredientes com um garfo e sirva.
 
  • Rende 1 a 2 porções. Pode ser oferecida a partir dos 6 meses.

PAPINHA DE PEIXE, BATATA INGLESA, ABÓBORA, BETERRABA E ESPINAFRE

0,,46196887,00
1 colher de chá de óleo de coco
1 colher de chá de cebola picada
1 colher de chá de salsinha picada
2 colheres de chá de suco de limão
2 colheres de sopa de peixe picado em cubos
1 batata inglesa pequena
2 colheres de sopa de abóbora picada em cubinhos
2 colheres de sopa de beterraba picada em cubinhos
2 colheres de sopa de espinafre picado
 
Deixe o peixe descansar por alguns minutos no suco de limão, para pegar um gostinho. Em uma panela, refogue a cebola no óleo e acrescente a salsinha e a beterraba, cubra com água. Deixe cozinhar um pouco. Quando começar a amolecer, acrescente a batata, a abóbora, o peixe e, por fim, as folhas de espinafre. Se necessário, acrescente mais água. Quando todos os ingredientes estiverem bem macios, amasse-os com um garfo e sirva.
 
  • Rende 1 a 2 porções. Pode ser oferecida a partir dos 9 meses, quando se recomenda a introdução dos peixes na alimentação do bebê.

 PAPINHA DE OVO, MANDIOQUINHA, FEIJÃO, CHUCHU, ABÓBORA E AGRIÃO

PapinhaAbobrinhaAboboraCarneAcelga1 colher de chá de óleo de coco
1 colher de chá de cebolinha picada
1 ovo cozido picado
2 colheres de sopa de mandioquinha em cubos
1 colher de sopa de feijão cozido com caldo
2 colheres de sopa de chuchu em cubos
2 colheres de sopa de abóbora em cubos
2 colheres de sopa de agrião picado
 
Em uma panela, coloque o óleo, a cebolinha, a mandioquinha e cubra com água. Quando já estiver um pouco mais macia, acrescente o chuchu e a abóbora, deixe cozinhar. Quando todos os ingredientes já estiverem bem macios, acrescente o feijão e o agrião e cozinhe por mais 5 minutos. Depois de pronto, amasse com um garfo e sirva.
 
  • Rende 1 a 2 porções. Pode ser oferecida a partir dos 8 meses, após introdução da gema e da clara, separadamente, na alimentação do bebê.
 
 

Sobre a Nutrição Pediátrica – Uma Homenagem ao Dia do Nutricionista

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Eventos // 31 de agosto de 2014

Há alguns dias recebi um convite de uma amiga para escrever um texto, em homenagem ao dia do nutricionista, que retratasse a minha área de atuação: a nutrição pediátrica. Para mim, sempre é um prazer escrever, logo, aceitei prontamente o convite. Tirei uma manhã livre para a tarefa, sentei com um caderno na mão e comecei a pensar em como poderia organizar e condensar em um único texto todos os aspectos relacionados a um tema tão abrangente.

A verdade é que a nutrição por si só é riquíssima, falar sobre alimentação não tem fim. É tarefa de uma vida, ou mais. A nutrição infantil, por ser muito específica e por trazer uma série de aspectos que acompanham o desenvolvimento motor e psíquico da criança, assim como sua relação com o meio onde vivem e a família, abrange áreas que extrapolam a nutrição em si. Ser nutricionista pediátrica traz consigo a necessidade de entender o universo infantil na íntegra e relacioná-lo ao seu comportamento alimentar. Eis aí o desafio.

Após algumas horas pensando a respeito do tema e escrevendo minhas idéias, saiu o seguinte texto, que eu dedico à todas as nutricionistas pediátricas, aos professores e autores incríveis que me acompanham nessa jornada de aprofundamento nessa área tão linda, às mães e a às crianças que chegam até meu consultório e aos profissionais que acreditam no meu trabalho e sempre me indicam para os seus pacientes. O dia de hoje é de todos nós!

“Do primeiro ano de vida até a adolescência, mudanças significativas ocorrem na alimentação da criança. Na infância é tempo de constituir a competência alimentar, a autonomia sobre o desejo em relação aos alimentos, a escuta do próprio corpo e, também, é tempo de dar nomes e significados à comida. Nessa fase de transição, que vai da dependência à independência alimentar, as preferências e os hábitos de vida são formados, portanto, exige-se um cuidado maior com a quantidade e a qualidade da alimentação ofertada.

A nutrição pediátrica, por sua vez, transgride o cálculo das necessidades diárias de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento adequados da criança, é papel do profissional atuante nessa área investigar a dinâmica familiar em volta da mesa, a procedência dos alimentos consumidos, assim como a sua representatividade para cada criança. Também é responsabilidade do nutricionista dar suporte à família no desenvolvimento da autonomia e competência alimentares na infância, para que as crianças possam confiar em seus sinais internos de fome, apetite e saciedade e tenham uma atitude confortável e positiva em relação à alimentação, conseguindo, assim, harmonizar seus desejos com as escolhas alimentares e as quantidades consumidas.

O grande desafio que a cultura alimentar atual traz é educar o paladar para sabores naturais. As crianças de hoje já nasceram sob a influência de uma cultura alimentar sintética que oferece produtos ricos em açúcares, gorduras e aditivos químicos que realçam ou criam novos sabores, muitas vezes, inéditos ao paladar. Praticamente tudo o que se consome atualmente não é mais, em sentido estrito, comida, e a forma como se está consumindo esses produtos – no carro, na frente da tevê ou do tablet e, cada vez mais, sozinhos – não é realmente comer, pelo menos no sentido em que a civilização entende o termo.

Com uma frequência cada vez maior, venho observando paladares infantis viciados em sabores intensos e artificiais, que não mais reconhecem o sabor natural dos alimentos. As frutas, os vegetais e os alimentos que vêm da natureza, e não da indústria, passaram, para grande parte das crianças, a ser considerados sem graça, sem gosto e sem representatividade.

É importante perceber que por mais estranhos e insustentáveis que às vezes possam parecer, os hábitos de consumo que nos distinguem fazem parte de nossas estruturas perceptivas e não podem ser cancelados, mas somente enriquecidos e renovados através de novas experiências. E esse é o papel intransferível do nutricionista: educar pelo gosto e não por fatos (“faz bem”, “é saudável”), uma vez que comida corresponde àquilo que é consumido com algum sentimento e que pode satisfazer as necessidades fisiológicas, os olhos, o nariz, a boca e o imaginário.”



Atendimento Nutricional na Barra da Tijuca

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Eventos // 29 de julho de 2014

Comportamento alimentar da criança de 2 anos de idade

0 Comentários // em Alimentação da Criança Eventos // 22 de novembro de 2013

Resolvi escrever um pouco sobre o comportamento alimentar típico de cada idade, a partir dos 2 anos, para ajudar aos pais a entenderem melhor seus filhos. É muito comum na minha clínica receber pais e mães de cabelo em pé por causa da alimentação das crianças e, cada vez mais, tenho visto famílias inteiras se mobilizando e mudando todo seu planejamento por causa das peculiaridades da alimentação dos filhos. Já ouvi relatos desde “Não podemos mais viajar porque nosso filho tem muitas restrições alimentares” até “Aqui em casa quem manda são as crianças. Quer comer nugget? Coma! Pelo menos não fica de barriga vazia.”

É, de fato, um assunto um tanto quanto delicado e que exige dos pais muita paciência e sabedoria para que os papéis não se invertam. Os filhos não podem ditar as regras de toda uma família e esse é um limiar importante – uma vez que o limite é ultrapassado, é difícil retomar as rédeas. Acredito que conhecer um pouco do comportamento alimentar típico de cada fase da criança irá ajudar a amenizar essa angústia que os pais sentem e, principalmente, os ajudará a respeitar as particularidades de cada fase.

Vamos, então, às crianças de 2 anos idade.

O comportamento alimentar nessa fase caracteriza-se por ser imprevisível e variável. A quantidade de alimentos ingeridos pode oscilar, sendo grande em alguns períodos e nula em outros. Caprichos podem fazer com que o alimento favorito de hoje seja inaceitável amanhã ou que um único alimento seja aceito por muitos dias seguidos. Os pais devem estar cientes das variações de apetite próprias dessa idade e não devem exagerar na ingestão de leite como compensação, nem oferecer substitutos e guloseimas entre as refeições. Farinhas também não devem ser usadas para engrossar os leites.

Um dado fisiológico de extrema importância para compreender melhor a mudança de padrão alimentar nessa fase é que a partir do segundo ano a criança passa por um processo de desaceleração da velocidade de crescimento estatural. O ganho de peso também é inferior em relação ao primeiro ano e, consequentemente, as necessidades nutricionais e o apetite são menores.

É preciso ter em mente que o corpo da criança sabe das suas necessidades e usa os mecanismos internos de fome e saciedade para determinar a quantidade de alimentos de que necessita, por isso, é importante permitir que ela controle seu consumo alimentar. Nessa idade a mãe deve respeitar as manifestações de independência da criança, ela pode aceitar ou não um determinado tipo de alimento em um dia e ter uma reação diferente em outro dia.

DICAS:

  • É necessário saber aproveitar a curiosidade natural da idade para incluir um maior número de alimentos em diferentes preparações. As crianças sentem muita satisfação em participar da preparação dos alimentos, o que as estimula a comerem.
  • Nessa idade a criança imita o comportamento dos outros, principalmente o dos pais, podendo aceitar os alimentos de acordo com o exemplo dos mesmos.
  • A criança deve aprender, desde pequena, a comer nos horários determinados pela família. As refeições e lanches devem devem ser servidos em horários fixos todos os dias, com intervalo de, no mínimo, três horas para que a criança sinta fome na próxima refeição.
  • Não se deve oferecer alimentos entre as refeições. Quando a criança recusa a refeição principal, não se deve oferecer outro alimento no lugar, nem forçá-la nem agradá-la. Neste caso, o melhor é aguardar mais meia hora e oferecer novamente a mesma refeição.
  • Se nesse período a criança não aceitar os alimentos, a refeição deverá ser encerrada e oferecido algum alimento apenas na próxima. Um grande erro é deixar a criança alimentar-se sempre que desejar, pois assim não terá apetite no momento das refeições.
  • É muito frequente a mãe, por preocupação, servir uma quantidade de alimento maior do que a criança consegue ingerir. Pratos grandes, além de não a estimularem para que coma, trazem aversão, pois ela já se satisfaz só de olhar. O tamanho das porções nos pratos deve estar de acordo com o grau de aceitação da criança. Ao final da refeição, deve-se preguntar se a criança deseja mais; se houver pedido de mais comida, é conveniente servir uma porção menor do que a primeira.
  • Diante da recusa alimentar, continue a oferecer a refeição completa e continue a oferecer todos os alimentos do prato. Somente é possível educá-los na presença dos alimentos, concorda? Sem alimentos à vista, sem educação alimentar. Caso a criança recuse todo o prato na presença de um alimento que ela rejeite, ofereça esse alimento em um pratinho separado, mas é importante que ele componha a refeição e que esteja à vista.
  • Nessa fase as crianças não aceitam novos alimentos prontamente. Para que esse comportamento possa ser modificado, é necessário que a criança prove o novo alimentos em torno de 8 a 10 vezes, mesmo que seja uma quantidade bem pequena. Somente dessa forma ela conhecerá o sabor do alimento e estabelecerá seu padrão de aceitação.
  • A aceitação dos alimentos se dá não só pela repetição à exposição, mas também pelo condicionamento social, e a família é o modelo para o desenvolvimento de preferências e hábitos alimentares. Se a família tem bons hábitos, a criança os incorpora com o passar do tempo. A criança deve ser confortavelmente acomodada à mesa junto com os outros membros da família desde o seu primeiro ano para que observe outras pessoas se alimentando.
  • O ambiente na hora da refeição deve ser calmo e tranquilo, sem televisão ligada ou quaisquer outras distrações como brincadeira e jogos. Vale contar uma boa história e relacionar o alimento recusado a um super-herói ou personagem de desenho. É necessário atenção ao que se está consumindo para que o organismo possa desencadear seus mecanismos de saciedade. O desenvolvimento do controle da fome e da saciedade é importantíssimo para prevenção da obesidade e compulsões alimentares futuras.
  • O ambiente tranquilo facilitará a confiança e o prazer da criança em se alimentar.

Uso do Carboidrato Amido Resistente no Emagrecimento

0 Comentários // em Eventos Receitas // 27 de outubro de 2013

O carboidrato amido resistente é um grande aliado do emagrecimento na medida em que resiste à ação das enzimas digestivas, permanecendo no estômago por um tempo maior, contribuindo para prolongar a sensação de saciedade. Estudos mostram que, consumido nas primeiras refeições do dia, pode reduzir em até 10% a quantidade de calorias ingeridas nas 24 horas seguintes. Ele também desempenha um efeito semelhante ao das fibras, pois provoca a sensação de  saciedade mais rapidamente e resulta em um maior controle da glicose no sangue, aumento da concentração de colecistocinina (hormônio que interfere na saciedade), diminuição na absorção de gorduras e aumento do trânsito intestinal. Todos esses efeitos irão contribuir para uma perda de peso eficaz e saudável.

O amido resistente é, ainda, considerado um alimento prebiótico. Ele se mantém intacto até o fim da digestão e, ao chegar no intestino, é fermentado pelas bactérias do bem, aumentando e reforçando esse exército que traz uma série de benefícios à saúde e com a vantagem de não aumentar a produção de gases.

Alguns estudos mostram que esse tipo de amido é favorável à redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos, por aumentar os meios de excreção da gordura. Ele é encontrado no macarrão grano duro, na batata, batata-doce, inhame, cará, feijão-branco e, a campeã, banana verde. Antes de amadurecer, a banana é rica em amido resistente (até 85%) e pode ser consumida na forma de farinha ou biomassa, que são vendidas em casas de produtos naturais e podem ser acrescentadas em sucos, shakes e sopas. A biomassa pode ser feita em casa:

RECEITA BIOMASSA DE BANANA VERDE
1 cacho de banana verde não climatizada
Água
1 limão

Em uma panela de pressão, coloque água até a metade e deixe ferver. Quando chegar ao ponto de fervura, coloque as bananas com casca higienizadas, tomando o cuidado para nenhuma parte da polpa estar aparecendo. Assim que a panela começar a fazer pressão, espere mais dez minutos e desligue o fogo. Não acelere o processo de resfriamento da panela, como, por exemplo, colocá-la sob água fria. Deixe esfriar naturalmente. Após o esfriamento e, saída de toda pressão, tire as cascas da banana e bata a polpa no liquidificar ou em uma centrífuga até virar uma pasta. É essencial que a polpa seja liquidificada ainda quente, caso contrário ela irá endurecer e não vamos conseguir o ponto de pasta. Acrescente gotas de limão para não escurecer a biomassa.

Validade: Na geladeira ela possui validade de uma semana. Caso opte por congelar, escolha embalagens de vidro temperado ou forminhas de gelo de silicone. No freezer possui validade de três meses.

A biomassa pode ser acrescentada em sopas, mingaus ou em outros alimentos quentes, assim, seu sabor fica mais agradável.

TÉCNICAS DIETÉTICAS PARA AUMENTAR O AMIDO RESISTENTE

  • Cozinhar alguns alimentos como massa fresca, massa seca, batata, inhame e cará e, em seguida, resfriá-los, provoca um processo chamado gelatinização, que permite a reestruturação das moléculas, fazendo com que fiquem resistentes à ação das enzimas digestivas. Portanto, deve-se cozinhar, escorrer e deixar ½ xícara de água do cozimento. Após esfriar, levar à geladeira e usar no dia seguinte sem escorrer.
  • Massa grano duro deve ser cozinhada al dente para preservar o amido resistente.
  • O feijão deve ser deixado de molho de véspera. Troque a água e cozinhe. Leve à geladeira por duas horas, no mínimo, e só então tempere. Essa técnica, além de aumentar o amido resistente, ajuda a engrossar o caldo.
  • Os flocos de milho (cereal matinal sem açúcar) devem ser acrescentados em sucos cítricos. Espere cinco minutos para consumir.

Cultivando um mundo melhor

2 Comentários // em Dicas da Nutricionista Eventos // 9 de outubro de 2013

Uma crítica ao nosso padrão alimentar atual.

Com toda sensibilidade, através de imagens, o vídeo nos fala muito sobre nossa alimentação doente, sem graça, sem vida e artificial.

Quem quiser deixar por aqui suas impressões e reflexões, serão muito bem vindas. Podemos debater sobre o tema.

Uso do Índice Glicêmico (IG) no Emagrecimento

0 Comentários // em Eventos // 23 de agosto de 2013

O Índice Glicêmico (IG) traduz a velocidade com que a glicose proveniente da digestão dos carboidratos é liberada para a corrente sanguínea. Para entendermos melhor, vamos a alguns fatos:

  1. Os carboidratos, ao sofrerem processo de digestão, dão origem a moléculas menores, a glicose, que é nossa principal fornecedora de energia.
  2. A glicose, até então presente no estômago, passa para a corrente sanguínea para viajar por todo o corpo levando combustível para as células. Porém, o alerta que o IG nos traz é que alguns tipos de carboidrato liberam a glicose para a corrente sanguínea de forma mais rápida que outros, tendo, portanto, alto IG, como no caso do açúcar, pães e massas feitos com farinha branca.
  3. O pâncreas (glândula do sistema digestivo), diante desse quadro, passa a produzir mais insulina, hormônio que permite que a glicose entre nas células. Porém, como a liberação da glicose proveniente dos carboidratos de alto IG é muito rápida, sobra glicose na circulação e ela acaba sendo estocada na forma de gordura, principalmente na região do abdômen. Além disso, como são absorvidos rapidamente, os carboidratos de alto IG estimulam o aparecimento precoce da fome.

Uma das ferramentas usadas para secar gordura é escolher carboidratos com IG médio ou baixo: os alimentos integrais ou pouco processados, por causa das fibras presentes na composição, têm um efeito digestivo mais lento, fornecendo glicose ao organismo em quantidades pequenas e constantes, evitando picos de glicose no sangue, a intensa produção de insulina e o estoque de gordurinhas.

Alguns alimentos, quando consumidos junto com os carboidratos, retardam o processo digestivo, fazendo com que estes fiquem mais tempo no estômago e liberem glicose aos poucos para o sangue. Boas parcerias são as proteínas, as fibras e até as gorduras. Dessa forma, associar pão com queijo ou peito de peru é uma opção melhor que comer o pão puro. O mesmo vale para massas: quando acompanhadas de carne (proteína) e folhas (fibras) têm um IG menor que a massa somente com molho de tomate. Ainda que a quantidade de calorias aumente um pouco, essas combinações são benéficas e provam que, quando o objetivo é emagrecer, não é só a contagem de calorias que interessa.

DICAS IMPORTANTES PARA DIMINUIR O ÍNDICE GLICÊMICO DAS PREPARAÇÕES

  • Cozinhe as massas e os legumes al dente: quanto mais firme ficar o alimento, menor será o IG dele.
  • No preparo de massas em geral – pães, tortas, panqueca, biscoitos – substitua metade da farinha de trigo branca pela integral. Parte dela também pode ser substituída por farelo de aveia ou farelo de trigo.
  • Troque o arroz branco pelo integral.
  • Coma frutas e legumes com casca, sempre que possível, pois são ricas em fibras que retardam a digestão.
  • Para sanduíches, use sempre pão integral light no lugar do pão branco e acrescente folhas verdes e vegetais crus no recheio, como rabanete, tomate, cenoura ralada, pepino etc.
  • Procure não consumir frutas excessivamente maduras. A fruta mais verde tem um IG menor, pois seus carboidratos são mais resistentes à ação das enzimas digestivas.
  • Ao comer cereais matinais, escolha sempre a versão integral e combine-os com iogurte ou leite desnatados.
  • Use massas integrais ou do tipo grano duro. Caso contrário, utilize molhos à base de vegetais. As fibras desses alimentos irão agir retardando a absorção da glicose. Ou então, prepare as massas al dente.
  • Após cozinhar massas e arroz, coloque-as sob refrigeração de 15 a 20 minutos e reaqueça na hora de servir. Isso irá reduzir seu IG. A mudança acontece porque as moléculas de amido sofrem uma transformação, dificultando a ação das enzimas digestivas e, portanto, tornando mais lenta a absorção.
  • Na hora de fazer um purê de batata, faça-o com couve-flor ou chuchu, pois a primeira é rica em fibras e o segundo, em água.
  • Combinar a banana com queijo magro e canela e levá-la ao forno é uma ótima opção de lanche com IG reduzido.
  • Sempre faça mix de frutas secas com nozes e castanhas, pois essas sementes são ricas em gorduras do bem e fibras que diminuem o IG das frutas.

Página 1 de 3123