Semana de Atenção à Saúde e Alimentação Infantil

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos // 5 de março de 2016

Entre os dias 29 de março e 04 de abril, eu e vários outros especialistas nos reuniremos neste evento online e gratuito para discutirmos a alimentação infantil. Uma semana que promete transformar o modo de pensar a alimentação dos pequenos e ajudar muitas famílias a entender que comida de criança é comida de verdade.

O tema da minha palestra será: “Meu filho não come, e agora?”

Confiram a programação e se inscrevam no site: www.maesefilhosemacao.com.br

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Cookies de banana, coco e aveia sem açúcar

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação da Lactante Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Receitas // 6 de maio de 2015

11126725_10206592483988483_1052430077_nEsse biscoitinho é uma ótima opção para os bebês de 1 ano que estão começando a comer a comida da família e que, nem por isso, devem receber lanchinhos cheios de açúcar, gordura hidrogenada e substâncias estranhas ao organismo, como conservantes, corantes, espessantes, aromatizantes, etc.

Ao preparar biscoitos e pães em casa, assim como as outras refeições, você garante que seu filho está comendo somente aquilo que você gostaria que ele comesse: comida de verdade, cheia de ingredientes frescos e de qualidade.

Claro que essa receita vale para todas as crianças e até para os adultos. É super prática de preparar, até as mamães que não são fãs da cozinha podem se aventurar. Aí vai a receita:

INGREDIENTES:
– 5 bananas pequenas amassadas (ou 3 grandes)
– 50 ml de leite de coco
– 3 colheres de sopa de coco ralado
– 1 1/2 xícara de aveia em flocos
– 2 colheres de sopa de uvas-passas (ou ameixas secas ou tâmaras picadinhas)

MODO DE PREPARO:
Em uma tigela, misture todos os ingredientes até que fiquem bem incorporados. Molde no formato que desejar e coloque em uma assadeira em forno baixo preaquecido por 15 minutos. Fica molinho por cima e mais durinho por baixo. As crianças amam!
Duram 3 dias em pote bem fechado.

DICA DA NUTRI:
O biscoito fica bem docinho para o meu paladar e, com toda certeza, para o dos bebês também. Mas caso prefiram acrescentar um docinho, sugiro que seja o mel, melado, açúcar de coco ou açúcar mascavo, apenas 1 colher de sobremesa para esta receita. Lembrando que quanto mais açúcar ingerimos, mais nosso paladar fica condicionado e menos sentimos o sabor doce nos alimentos. É muito importante educar, desde cedo, o paladar das crianças para sabores mais naturais e suaves, como, no caso, o docinho da banana e das uvas-passas desses cookies.

Geleia caseira de ameixa para constipação intestinal

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação da Lactante Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Dicas da Nutricionista Receitas // 18 de dezembro de 2014

10833670_10205451929155325_155921616_nEssa geleia é bastante famosa entre meus pacientes que chegam até mim com queixa de intestino preso. Além de ser uma forma natural e nutritiva para tratar a constipação intestinal, ela também é bem gostosa e vai bem com iogurtes naturais, pães ou biscoitos, como recheio de bolos ou mesmo pura, como doce de colher. Para os bebês, ela pode ser acrescentada às papinhas de fruta ou pode ser dada pura, também.

Ela pode ser preparada de duas maneiras, que surtem o mesmo efeito: somente com ameixas secas ou com ameixas secas e damascos secos em proporções iguais. Depende do seu paladar ou do paladar da criança, vale testar as duas para decidir qual a preferida ou mesmo intercalar o consumo, para variar.

Recomendo que se consuma até 2 colheres de sopa cheias ao dia. Para crianças e bebês, pode-se começar a oferecer de 1 a 2 colheres de sobremesa por dia, observando aceitação, podendo aumentar para até 2 colheres de sopa. Geralmente 2 colheres de sobremesa funcionam muito bem.

Aí vai a receita com algumas fotos da que eu fiz hoje em casa somente com umas ameixas que estavam paradas na geladeira.

INGREDIENTES

- 2 xícaras de ameixas secas (ou 1 xícara de ameixas secas mais 1 xícara de damascos secos)

- Água suficiente para cobrir as frutas

- 2 pauzinhos de canela

OBS.: Na minha, usei mais temperinhos, porque gosto dela mais picante. Usei, além da canela em pau: cardamomo em pó, cravo-da-índia em pó, gengibre em pedacinhos e em pó e canela em pó. A quantidade fica a critério do paladar de vocês. Para crianças e, principalmente, bebês, recomendo usar somente a canela em pau para dar um gostinho durante o cozimento.

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MODO DE PREPARO

Levar as ameixas secas ao fogo em uma panela com água suficiente para tampar, acrescente a canela e pau e demais temperos de sua escolha. Após fervura, abaixe o fogo e deixe reduzir, até sobrar somente as ameixas já bem molinhas e desmanchando. Retire os paus da canela e bata em um processador ou liquidificador até alcançar a consistência da sua preferência.

OBS.: A que eu fiz hoje e que aparece na foto, eu não processei, apenas fui amassando com a colher durante o cozimento para formar uma geleia. Para bebês e crianças, processar aumenta a aceitação.

 

Sobre a Nutrição Pediátrica – Uma Homenagem ao Dia do Nutricionista

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Eventos // 31 de agosto de 2014

Há alguns dias recebi um convite de uma amiga para escrever um texto, em homenagem ao dia do nutricionista, que retratasse a minha área de atuação: a nutrição pediátrica. Para mim, sempre é um prazer escrever, logo, aceitei prontamente o convite. Tirei uma manhã livre para a tarefa, sentei com um caderno na mão e comecei a pensar em como poderia organizar e condensar em um único texto todos os aspectos relacionados a um tema tão abrangente.

A verdade é que a nutrição por si só é riquíssima, falar sobre alimentação não tem fim. É tarefa de uma vida, ou mais. A nutrição infantil, por ser muito específica e por trazer uma série de aspectos que acompanham o desenvolvimento motor e psíquico da criança, assim como sua relação com o meio onde vivem e a família, abrange áreas que extrapolam a nutrição em si. Ser nutricionista pediátrica traz consigo a necessidade de entender o universo infantil na íntegra e relacioná-lo ao seu comportamento alimentar. Eis aí o desafio.

Após algumas horas pensando a respeito do tema e escrevendo minhas idéias, saiu o seguinte texto, que eu dedico à todas as nutricionistas pediátricas, aos professores e autores incríveis que me acompanham nessa jornada de aprofundamento nessa área tão linda, às mães e a às crianças que chegam até meu consultório e aos profissionais que acreditam no meu trabalho e sempre me indicam para os seus pacientes. O dia de hoje é de todos nós!

“Do primeiro ano de vida até a adolescência, mudanças significativas ocorrem na alimentação da criança. Na infância é tempo de constituir a competência alimentar, a autonomia sobre o desejo em relação aos alimentos, a escuta do próprio corpo e, também, é tempo de dar nomes e significados à comida. Nessa fase de transição, que vai da dependência à independência alimentar, as preferências e os hábitos de vida são formados, portanto, exige-se um cuidado maior com a quantidade e a qualidade da alimentação ofertada.

A nutrição pediátrica, por sua vez, transgride o cálculo das necessidades diárias de nutrientes para o crescimento e desenvolvimento adequados da criança, é papel do profissional atuante nessa área investigar a dinâmica familiar em volta da mesa, a procedência dos alimentos consumidos, assim como a sua representatividade para cada criança. Também é responsabilidade do nutricionista dar suporte à família no desenvolvimento da autonomia e competência alimentares na infância, para que as crianças possam confiar em seus sinais internos de fome, apetite e saciedade e tenham uma atitude confortável e positiva em relação à alimentação, conseguindo, assim, harmonizar seus desejos com as escolhas alimentares e as quantidades consumidas.

O grande desafio que a cultura alimentar atual traz é educar o paladar para sabores naturais. As crianças de hoje já nasceram sob a influência de uma cultura alimentar sintética que oferece produtos ricos em açúcares, gorduras e aditivos químicos que realçam ou criam novos sabores, muitas vezes, inéditos ao paladar. Praticamente tudo o que se consome atualmente não é mais, em sentido estrito, comida, e a forma como se está consumindo esses produtos – no carro, na frente da tevê ou do tablet e, cada vez mais, sozinhos – não é realmente comer, pelo menos no sentido em que a civilização entende o termo.

Com uma frequência cada vez maior, venho observando paladares infantis viciados em sabores intensos e artificiais, que não mais reconhecem o sabor natural dos alimentos. As frutas, os vegetais e os alimentos que vêm da natureza, e não da indústria, passaram, para grande parte das crianças, a ser considerados sem graça, sem gosto e sem representatividade.

É importante perceber que por mais estranhos e insustentáveis que às vezes possam parecer, os hábitos de consumo que nos distinguem fazem parte de nossas estruturas perceptivas e não podem ser cancelados, mas somente enriquecidos e renovados através de novas experiências. E esse é o papel intransferível do nutricionista: educar pelo gosto e não por fatos (“faz bem”, “é saudável”), uma vez que comida corresponde àquilo que é consumido com algum sentimento e que pode satisfazer as necessidades fisiológicas, os olhos, o nariz, a boca e o imaginário.”



Atendimento Nutricional na Barra da Tijuca

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Alimentação do Bebê Eventos // 29 de julho de 2014

Comer normalmente, o que é?

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Eventos // 22 de agosto de 2013

Essa foi, por um bom tempo, uma pergunta um tanto quanto difícil de se responder e tem estado incessantemente presente nos meus atendimentos clínicos, principalmente nos casos de sobrepeso e obesidade. Sempre suspeitei que ela tinha infinitas respostas, afinal, quando o assunto é a nossa alimentação, variáveis a serem consideradas não faltam e seria um grave erro abordá-la sob uma perspectiva engessada ou reducionista.

No entanto, um belo dia, numa pequena livraria, folheando algum livro sobre transtornos alimentares, eis que uma definição de ‘comer normalmente’ saltou aos meus olhos e muito me agradou:

“Alimentar-se normalmente é ser capaz de comer quando você está com fome e continuar comendo até você ficar satisfeito. É ser capaz de escolher as comidas que você gosta e comê-las até aproveitá-las suficientemente – e não simplesmente parar porque você acha que deveria. Alimentar-se normalmente é ser capaz de usar alguma restrição na seleção alimentar para consumir as comidas certas, mas sem ser tão restritivo a ponto de não comer as comidas prazerosas. Alimentar-se normalmente é dar permissão a você mesmo para comer às vezes porque você está feliz, triste ou chateado ou apenas porque é tão gostoso. É também deixar alguns biscoitos no prato porque você pode comer mais amanhã ou então comer mais agora porque eles têm um sabor maravilhoso quando estão frescos. Alimentar-se normalmente é comer em excesso às vezes e depois se sentir estufado e desconfortável. Também é comer menos de vez em quando, desejando ter comido mais. Alimentar-se normalmente requer um pouco do seu tempo e atenção, mas também ocupa o lugar de apenas uma área importante, entre tantas, de sua vida. Resumindo, o comer normalmente é flexível e varia em resposta a emoções, agenda, fome e proximidade com o alimento.”

A autora é a grande Ellyn Satter que, posteriormente, tive o prazer de conhecer um pouco mais do seu trabalho.

Comer normalmente, portanto, não se limita a seguir uma prescrição, ao contrário, exige uma certa flexibilidade e uma sólida confiança nos sinais internos de fome, apetite e saciedade. Também demanda uma atitude relaxada, positiva e confortável que consegue harmonizar os desejos e escolhas alimentares com as quantidades consumidas. O prazer, então, deixa de ser um covite ao exagero e passa a ser mais um temperinho para adoçar nossa vida.

Quem quiser conhecer mais sobre o trabalho da Ellyn Satter, aí vai o site: http://www.ellynsatterinstitute.org/

Opções mais saudáveis de sucos industrializados

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação da Gestante Alimentação do Adolescente Dicas da Nutricionista Eventos // 11 de março de 2013

Muitos pacientes têm me perguntando sobre opções mais saudáveis dentre os produtos industrializados no geral, então, decidi postar por aqui os meus escolhidos. Vou começar pelo suco, por ser um dos produtos mais consumidos, principalmente, por quem leva lanches de casa para rua e por crianças nas escolas.

Vale ressaltar que a melhor opção sempre será o suco natural, feito e tomado na hora. Em segundo lugar, o suco da polpa da fruta. Mas, nos momentos em que precisamos de alguma alternativa mais prática, alguns sucos industrializados se sobressaem quando o assunto é qualidade:

Do Bem: Sem conservantes, corantes, aromatizantes e outros ‘antes’ que dão nome aos famosos aditivos químicos. Além dos sucos de fruta, a linha também oferece água de coco, chá mate com limão e suco de frutas mistas. Mas atenção, a limonada tem adição de açúcar, a maioria não tem.

Smoothies da Jasmine: Purê de fruta pura, sem conservantes e sem adição de açúcar ou aditivos químicos, em uma prática embalagem de 90 gramas que pode ser levada a qualquer lugar. Rico em vitamina C, é ideal para o lanche da manhã, da tarde, antes da academia ou para ser levado na lancheira das crianças. Uma porção de Smoothie Jasmine supre a necessidade de uma das cinco porções diárias de frutas e verduras recomendadas pela OMS.

Green Day: Sucos integralmente derivados da fruta, sem adição de água, açúcar ou edulcorante. Opções em embalagens para lancheira: maçã, uva branca e roxa, maçã com pêra.

Ceres: Oferece o puro sumo de fruta. Sem adição de açúcar, corantes ou conservantes.

Fast Fruit: Sabores laranja, laranja com manga e laranja com mamão. Sem conservantes e açúcar, mas com aromatizante.

Fazenda Bela Vista: Suco de laranja integral, sem adição de açúcar e conservantes.

EcoCitrus: Oferece sucos concentrados de frutas orgânicas. São isentos de conservantes e corantes. Sabores: laranja, tangerina e uva integral.

Suvalan: Sem adição de açúcar e conservantes. Possui vários sabores.

Suco de Maçã do Yakult: Feito com suco de maçã concentrado, não contém conservantes e aditivos artificiais, nem adição de açúcar ou adoçantes. Contém aromatizante artificial.

Suco de uva integral: Feitos do puro sumo da uva branca ou tinta. Existem várias marcas.

Suco de laranja da Native: Suco orgânico, sem adição de açúcar e conservantes, contém aromatizante. Os outros sabores têm adição de açúcar, porém, não possuem conservantes também.

Um beijo e até a próxima com mais dicas sobre os industrializados.

Naila Soares

Alimentação Infantil – Em defesa do real sabor

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos // 27 de setembro de 2012

“Todos os homens se nutrem, mas poucos sabem distinguir os sabores.”
Confúcio

O paladar, já há algum tempo, vem deixando de ser um norteador para as escolhas alimentares. Existe pouco espaço para a valorização do sabor em uma cultura na qual os nutrientes imperam sobre a comida e sobre todo o contexto no qual ela se insere. Essas substâncias que compõe o alimento, os nutrientes, não podem ser vistos nem saboreados, são discerníveis apenas em laboratórios científicos. Portanto, observa-se um movimento sociocultural em que o prazer proporcionado pela comida vem dando lugar ao prazer de consumir o que é dito saudável.

As crianças de hoje já nasceram sobre a influência dessa cultura alimentar reducionista e sintética imposta pela indústria alimentícia e, cada vez mais, pela mídia. Estudos comprovam que as preferências alimentares de bebês e crianças são influenciadas desde a vida intra-uterina, através do consumo materno durante a gestação. Portanto, desde o útero vêm-se entrando em contato com sabores artificiais.

Para serem aceitos pela população e conseguirem se passar por comida, os alimentos sintéticos precisam ser ricos em açúcares, gorduras, edulcorantes e aditivos químicos que realçam ou criam novos sabores, muitas vezes, inéditos ao paladar. Praticamente tudo o que se consome atualmente não é mais, em sentido estrito, comida, e a forma como se está consumindo esses produtos – no carro, na frente da tevê e, cada vez mais, sozinhos – não é realmente comer, pelo menos no sentido em que a civilização entende o termo.

Na infância é tempo de constituir a competência alimentar, a autonomia sobre o desejo em relação aos alimentos, a escuta do próprio corpo e, também, é tempo de dar nomes e significados à comida. Nessa fase ocorre a constituição do paladar e, consequentemente, as preferências alimentares são formadas. Com uma freqüência cada vez maior, vêm-se observando paladares viciados em sabores intensos e artificiais, que não mais reconhecem o sabor natural dos alimentos. As frutas, os vegetais e os alimentos que vêm da natureza e não da indústria passam a ser considerados sem graça, sem gosto e sem representatividade.

Como os receptores do olfato, os do paladar estão sujeitos à perda de sensibilidade e, se estimulados em excesso, seu limiar de sensibilidade aumenta. É preferível, portanto, evitar o consumo de alimentos aditivados quimicamente ou adoçar e salgar excessivamente a comida, para impedir que o desgaste dos receptores do paladar nos leve, como em um círculo vicioso, a adoçar e salgar cada vez mais.

Torna-se evidente, portanto, o risco de nos tornarmos consumidores guiados por sentidos cada vez menos capazes de selecionar e distinguir. Essa incapacidade se reflete no comprometimento das nossas potencialidades, inclusive da nossa habilidade de fazer escolhas diferenciadas e múltiplas. É importante perceber que por mais estranhos e insustentáveis que às vezes possam parecer, os hábitos de consumo que nos distinguem fazem parte de nossas estruturas perceptivas e não podem ser cancelados, mas somente enriquecidos e renovados através de novas experiências.

Por Naila Soares

Toda refeição é uma oportunidade

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos // 14 de junho de 2011

Doença celíaca e alimentos permitidos em uma dieta isenta de glúten

0 Comentários // em Alimentação da Criança Alimentação do Adolescente Eventos //

Muitas crianças têm alergia a algum tipo de alimento, geralmente corantes, ou ao leite, por exemplo. Pense, então, numa intolerância a um produto que está presente em vários alimentos, os mais comuns no nosso dia a dia, como pão, macarrão, biscoitos, bolos e mingaus. Este elemento é o glúten, uma proteína presente no trigo, no centeio, na aveia, na cevada e no subproduto da cevada – o malte. A parte tóxica do glúten para o celíaco é chamada de prolamina, que corresponde a 50% da proteína do glúten que não se dissolve na água e que é solúvel no etanol.

Para a criança apresentar intolerância ao glúten ela precisa ter dois fatores:
1 – predisposição genética, isto é, nascer com chance de desenvolver esta intolerância;
2 – comer alimentos que contenham glúten. Esta intolerância é para a vida toda e acontece, principalmente, porque o glúten danifica o intestino delgado e com isso prejudica a absorção dos nutrientes dos alimentos.

Alimentos permitidos na dieta isenta de glúten

CEREAIS: arroz, milho, painço e os pseudocereais quinoa, amaranto, trigo sarraceno.

FARINHAS e FÉCULAS: farinha de arroz, amido de milho (tipo “maisena”), fubá, farinha de mandioca, fécula
de batata, farinha de soja, polvilho, araruta, flocos de arroz e milho.

MASSAS: feitas com as farinhas permitidas.

VERDURAS, FRUTAS E LEGUMES: todos, crus ou cozidos.

LATICÍNIOS: leite, manteiga, queijos e derivados (se não houver intolerância à lactose).

GORDURAS: óleos e azeites.

CARNES: bovina, suína, frango, peixes, ovos e frutos do mar.

GRÃOS: feijão, lentilha, ervilha, grão de bico, soja.

SEMENTES OLEAGINOSAS: nozes, amêndoas, amendoim, castanhas da Amazônia e caju, avelãs, macadâmias, linhaça, gergelim, abóbora, etc.

OBS: Dependendo da fase do tratamento, o tipo de leite, açúcar e gordura são especiais. Siga rigorosamente as recomendações do seu nutricionista.