Comer direitinho começa cedo

0 Comentários // em Mídia // 2 de agosto de 2011


Após passar um período recebendo o que há de melhor em alimentação – o leite materno – o bebê começará a receber outros alimentos e, então, será muito importante manter o padrão de excelência.

A partir dos seis meses de idade a criança já apresenta maturidade para receber outros alimentos, os chamados complementares que, como o nome diz, complementam as mamadas e não as substitui, devendo estas permanecer até os dois anos de idade ou mais. Para o crescimento saudável, a alimentação complementar deve ser rica em energia, proteínas e micronutrientes, particularmente o ferro, o zinco, o cálcio, as vitaminas A e C e o ácido fólico.

Desafios iniciais

A introdução desses novos alimentos deve ser lenta e gradual, e a mãe deve saber que o bebê tende a rejeitar as primeiras ofertas, pois tudo é novo: a colher, a consistência e o sabor. Está cientificamente provado que existe uma relação direta entre a frequência das exposições e a preferência pelo alimento, podendo ser necessárias de oito a dez exposições para se conseguir uma aceitação definitiva. É, mamãe… é preciso ter paciência mesmo, mas você consegue, sim! A saúde do seu bebê é o que importa, não é mesmo?

No início, a quantidade ingerida é pequena e a mãe deve oferecer o peito após as refeições. O tamanho da porção quem determina é o bebê, lembrando que sua capacidade gástrica é pequena, de 30 a 40 ml por quilo de peso. Faça a conta do seu bebê para ter uma base do volume de alimento que ele suporta, isso vai te ajudar bastante no porcionamento e oferta de alimentos. Lembre-se também que as refeições devem ser oferecidas sem rigidez de horários, respeitando-se a vontade da criança.

Comendo certo para crescer saudável

Essa fase é muito importante para formação de hábitos alimentares saudáveis, pois é quando a criança conhece a infinidade de sabores que a acompanharão pelo resto da vida. Logo, as preparações devem ser sem sal, açúcar ou outros temperos fortes que mascaram o sabor natural dos alimentos. As refeições não devem ser oferecidas na mamadeira, e sim na colher ou copo; os bebês já estão preparados, sim, não tenha receio.

Aos seis meses de idade devem ser oferecidas duas papinhas de fruta ao dia, no meio da manhã e da tarde. Duas semanas depois, será o momento de oferecer o almoço com a papa salgada preparada com legume, cereal ou tubérculo e carne ou vísceras ou feijões. Só depois que o bebê já estiver aceitando bem a papa do almoço é que se deve dar a segunda refeição salgada do dia, no jantar.

Essas preparações devem ter consistência pastosa, como a de um purê grosso, e não devem ser liquidificadas nem passadas na peneira, pois além de triturar as fibras, predispondo o bebê à prisão de ventre, desestimulam a mastigação, criando hábitos indesejáveis. A partir do oitavo mês, a criança já poderá receber os alimentos preparados para a família, desde que sem temperos picantes, amassados, triturados ou picados. Com um ano, deve-se acrescentar às três refeições mais dois lanches ao dia com frutas ou mingaus. Nesta fase o bebê se torna apto a receber alimentação sólida, que estimulará sua mastigação.  À medida que o volume aceito da papinha for aumentando, o bebê deixará espontaneamente a mamada daquele horário.

Vale lembrar que se a criança não estiver recebendo leite materno, devem-se oferecer cinco refeições desde os seis meses de vida: frutas duas vezes ao dia em forma de purê e duas papas salgadas ao dia, além de um mingau de cereal, farinha ou amido.